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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Vale o preço?

O preço da desintegração do casamento tradicional

Por Ann Coulter

Conforme descrevi em meu novo livro, “Guilty: Liberal ‘Victims’ and Their Assault on America” [Culpados: As ‘Vítimas’ Liberais e Sua Agressão aos EUA], mesmo levando-se em consideração a condição socioeconômica, raça e lugar de residência, o fator que prediz se alguém terminará na prisão é se ele foi criado por uma mãe solteira.

Até 1996, 70 por cento dos presos nos centros de detenção juvenis estatais cumprindo sentenças de longo prazo haviam sido criados por mães solteiras. Setenta por cento dos nascimentos entre adolescentes, evasão escolar, suicídios, fuga de casa, delinqüência juvenil e assassinatos de crianças envolvem filhos criados por mães solteiras. Meninas criadas sem pais são mais sexualmente promíscuas e têm mais probabilidade de acabar se divorciando.

Um estudo de 1990 do Instituto de Políticas Progressistas, de linha esquerdista, mostrou que, depois de avaliar o fator das mães solteiras, desaparecia a diferença criminal entre brancos e negros.

Vários estudos apresentam números levemente diferentes, mas todos os cálculos são alarmantes. Um estudo citado na revista ultra-esquerdista Village Voice revelou que crianças criadas em lares de mães solteiras “têm probabilidade cinco vezes maior de cometer suicídio, nove vezes maior de abandonar o colégio, 10 vezes maior de usar drogas, 14 vezes maior de cometer estupro (para os meninos), 20 vezes maior de acabar na prisão e 32 vezes maior de fugir de casa”.

Com mais crianças nascendo, fugindo de casa, abandonando o colégio e cometendo assassinatos anualmente, estamos analisando um problema que não pára de aumentar. Mas, por mais que calculemos os números, a situação das mães solteiras é uma bomba nuclear na sociedade.

Muitos desses estudos, por exemplo, são da década de 1990, quando a percentagem de adolescentes criados por mães solteiras era mais baixa do que é hoje. Em 1990, 28 por cento das crianças abaixo de 18 anos estavam sendo criadas em lares onde havia só a mãe ou só o pai, quer divorciados ou nunca casados. Já em 2005, mais de um terço de todos os bebês nascidos nos EUA eram ilegítimos.

Isso representa imensos problemas sociais que ainda vão explodir com o tempo.

Mesmo assim, os liberais adoram a desintegração do casamento tradicional e a situação das mães não casadas ou divorciadas.

Texto traduzido, adaptado e editado por Julio Severo.

Fonte: World Net Daily

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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
O discurso d’A Megera Domada

[…]
KATHARINA

Fie, fie! unknit that threatening unkind brow,
And dart not scornful glances from those eyes,
To wound thy lord, thy king, thy governor:
It blots thy beauty as frosts do bite the meads,
Confounds thy fame as whirlwinds shake fair buds,
And in no sense is meet or amiable.
A woman moved is like a fountain troubled,
Muddy, ill-seeming, thick, bereft of beauty;
And while it is so, none so dry or thirsty
Will deign to sip or touch one drop of it.
Thy husband is thy lord, thy life, thy keeper,
Thy head, thy sovereign; one that cares for thee,
And for thy maintenance commits his body
To painful labour both by sea and land,
To watch the night in storms, the day in cold,
Whilst thou liest warm at home, secure and safe;
And craves no other tribute at thy hands
But love, fair looks and true obedience;
Too little payment for so great a debt.
Such duty as the subject owes the prince
Even such a woman oweth to her husband;
And when she is froward, peevish, sullen, sour,
And not obedient to his honest will,
What is she but a foul contending rebel
And graceless traitor to her loving lord?
I am ashamed that women are so simple
To offer war where they should kneel for peace;
Or seek for rule, supremacy and sway,
When they are bound to serve, love and obey.
Why are our bodies soft and weak and smooth,
Unapt to toil and trouble in the world,
But that our soft conditions and our hearts
Should well agree with our external parts?
Come, come, you froward and unable worms!
My mind hath been as big as one of yours,
My heart as great, my reason haply more,
To bandy word for word and frown for frown;
But now I see our lances are but straws,
Our strength as weak, our weakness past compare,
That seeming to be most which we indeed least are.
Then vail your stomachs, for it is no boot,
And place your hands below your husband’s foot:
In token of which duty, if he please,
My hand is ready; may it do him ease.[…][*]

(SHAKESPEARE, William; Excerto de The Taming of the Shrew)

A megera domada
“The Taming of the Shrew”, Augustus Egg

[*][…]CATARINA: Tem vergonha! Desfaz essa expressão ameaçadora e não lança olhares desdenhosos para ferir teu senhor, teu rei, teu soberano. Isso corrói tua beleza, como a geada queima o verde prado, destrói tua reputação como o redemoinho os botões em flor; e não é nem sensato nem gracioso. A mulher irritada é uma fonte turva, enlameada, desagradável de aspecto, ausente de beleza. E enquanto está assim não há ninguém, por mais seco e sedento, que toque os lábios nela, que lhe beba uma gota. O marido é teu senhor, tua vida, teu protetor, teu chefe, e soberano. É quem cuida de ti, e, para manter-te, submete seu corpo a trabalho penoso seja em terra ou no mar. Sofrendo a tempestade à noite, de dia o frio, enquanto dormes no teu leito morno, salva e segura, segura e salva. E não exige de ti outro tributo senão amor, beleza, sincera obediência. Pagamento reduzido demais para tão grande esforço. O mesmo dever que prende o servo ao soberano prende, ao marido, a mulher. E quando ela é teimosa, impertinente, azeda, desabrida, não obedecendo às suas ordens justas, que é então senão rebelde, infame, uma traidora que não merece as graças de seu amo e amante? Tenho vergonha de ver mulheres tão ingênuas que pensam em fazer guerra quando deviam ajoelhar e pedir paz. Ou procurando poder, supremacia e força quando deviam amar, servir, obedecer. Por que razão o nosso corpo é liso, macio, delicado, não preparado para a fadiga e a confusão do mundo, senão para que o nosso coração e o nosso espírito tenham delicadeza igual ao exterior? Vamos, vamos, vermes teimosos e impotentes. Também já tive um gênio tão difícil, um coração pior. E mais razão, talvez, pra revidar palavra por palavra, ofensa por ofensa. Vejo agora, porém, que nossas lanças são de palha. Nossa força é fraqueza, nossa fraqueza, sem remédio. E quanto mais queremos ser, menos nós somos. Assim, compreendido o inútil desse orgulho, devemos colocar as mãos, humildemente, sob os pés do senhor. Para esse dever, quando meu esposo quiser, a minha mão está pronta.[…]

(SHAKESPEARE, William; Excerto de A Megera Domada; Tradução de Millôr Fernandes)

[ postado às 18:01:19 ] - [ comente isto ]


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