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Sábado, 30 de Agosto de 2008
A liberdade econômica no Brasil (parte 2/2)

( Leia a parte 1/2 )

As dez liberdades econômicas no Brasil [*]

Liberdade Empresarial - 53,6%
A liberdade geral em abrir, operar e fechar uma empresa está limitada pelo ambiente regulatório no país. A abertura de um negócio leva mais do que 3 vezes a média mundial de 43 dias, e a obtenção de uma licença empresarial leva mais do que a média global de 234 dias. Apesar dos esforços de reforma, a regulamentação é complexa, discricionária e não transparente. Fechar um negócio é difícil.

Liberdade de Comércio - 70,8%
A média tarifária ponderada do Brasil foi de 7,1% em 2005. As cotas de importação e exportação, as proibições e restrições, as barreiras para o acesso ao mercado de serviços, as tarifas proibitivas, as tarifas fronteiriças, as regras restritivas de licenciamento e regulamentação, os programas de apoio às exportações, as aquisições governamentais não transparentes, e a problemática proteção aos direitos de propriedade intelectual ainda persistem. Um agravo de 15 pontos percentuais é deduzido do escore de liberdade de comércio do Brasil levado em conta pelas barreiras não-tarifárias.

Liberade Fiscal - 68,6%
A alíquota máxima de imposto de renda no Brasil é de 27,5%, e a alíquota máxima de imposto corporativo é de 15%, mas a sobretaxa de 10% e a taxa líquida de contribuição social de 9% eleva para uma taxa efetiva de 34%. Outros tributos incluem os impostos sobre transações financeiras e sobre juros. No último ano, a arrecadação total de impostos em relação ao PIB foi de 35%.

Liberdade de Governo - 55,5%
A despesa total do governo é relativamente elevada, incluindo gastos governamentais e despesas de transferência. No último ano, os gastos do governo foram equivalentes a 38,5% do PIB. A dívida pública está ainda ao redor dos 50% do PIB. Além dos débitos de serviços, os gastos governamentais estão concentrados em pensões, transferências para governos estaduais e municipais, e burocracia.

Liberdade Monetária - 75,7%
A inflação é relativamente alta, com uma média de 5,1% entre 2004 e 2006. O escore de liberdade monetária é justificado pelos preços relativamente altos e instáveis. Apesar da privatização de alguns serviços públicos como ferrovias, telecomunicações e eletricidade, o governo supervisiona os preços através de agências reguladoras. A Agência Nacional de Petróleo fixa o preço do combustível no atacado, e o governo controla os preços das passagens aéreas. Conseqüentemente, no ajuste do controle de preços um agravo de 10% é deduzido do escore de liberdade monetária do Brasil.

Liberdade de Investimento - 50%
Por lei, o capital estrangeiro pode entrar livremente, e desde 1995 passou a ser tratado como capital nacional. O investimento estrangeiro está restrito a energia nuclear, serviços de saúde, mídia, propriedades rurais e de fronteira, pesca, correios e telégrafos, aviação, e indústria aeroespacial. Em 2004, o governo promoveu 3 grandes privatizações nas áreas financeira e energia. Há restrições limitadas sobre as contas cambiais estrangeiras, e restrições legais proíbem a participação estrangeira em certas atividades econômicas. Em certos casos o banco central precisa aprovar investimentos externos diretos, incluindo transferências e remessas, onde houver um critério administrativo amplo.

Liberdade Financeira - 40%
O sistema financeiro do Brasil é o maior da América do Sul, e um dos maiores entre os mercados emergentes. Apesar do envolvimento do estado, o mercado bancário e o mercado de capitais são competitivos, dinâmicos e diversificados. O investimento em bancos é técnicamente proibido pela Constituição de 1988 mas quase sempre aprovados. Há cerca de 200 bancos comerciais, públicos e privados, e diversas instituições financeiras não-bancárias. Os 10 maiores bancos detém 82,4% do total de ativos, e o setor é dominado por três bancos públicos. O mercado de seguros está em expansão, mas ainda permanece pequeno. O mercado de ações não é a maior fonte de finanças corporativas, mas se encontra em expansão, e o pregão é bastante ativo. No ano de 2006 foram lançados 26 novos IPOs.

Direitos de Propriedade - 50%
Os contratos são, em geral, seguros, mas é importante especificar a jurisdição para quaisquer disputas. O poder judiciário brasileiro é ineficiente, um pouco arbitrário, sujeito à influência política e econômica, e assolado por problemas relativos à falta de recursos e treinamento de funcionários públicos. As decisões podem levar anos, e as decisões do Supremo Tribunal Federal não são automaticamente vinculadas aos tribunais de instâncias inferiores, o que provoca mais apelações do que seria normalmente esperado. Houve uma melhoria na proteção aos direitos de propriedade intelectual mas a pirataria de material com direitos autoriais ainda persiste.

Liberdade de Corrupção - 33%
A corrupção é percebida como significativa. O Brasil está em 70º lugar entre 163 países no Índice de Percepção de Corrupção em 2006, elaborado pela Transparency International. Empresas disputando concorrências públicas encontram corrupção, que é também um problema nos tribunais de instâncias inferiores e pode desencorajar investimentos.

(Fonte: The Heritage Foundation - Índice de Liberdade Econômica 2008: Brasil)

[*] Nota: 100% é liberdade total; 0% é ausência total de liberdade. O país mais livre economicamente em 2008 é Hong Kong, com 90,3%; O país mais reprimido é a Coréia do Norte. Cuba está em penúltimo lugar, com 27,5%.

Veja o ranking do índice de liberdade econômica 2008 aqui. Veja o mapa-mundi da liberdade econômica 2008 aqui.

[ postado às 15:08:48 ] - [ comente isto ]

A liberdade econômica no Brasil (parte 1/2)

BRASIL

Posição no ranking: 101
Posição no ranking regional: 21 de 29

A economia do Brasil está 55,9% livre de acordo com nossa avaliação de 2008, o que faz da nação a 101ª economia mais livre do mundo. O escore geral do país está 0,2 ponto percentual mais baixo em relação ao ano passado, com escores menores em corrupção e liberdade trabalhista. O Brasil está em 21º lugar entre 29 países das Américas, e seu escore geral está levemente abaixo da média regional.

O Brasil é uma potência econômica regional, mas não é forte notadamente em nenhuma das dez liberdades econômicas. A carga tributária individual e empresarial é pesada. O total do imposto sobre receitas em relação ao PIB é alto comparado com outros países em desenvolvimento.

O Brasil possui uma fraca liberdade financeira e um governo altamente centralizado. Inflexibilizações regulatórias retardam a abertura de novas empresas comparadas com a média mundial. Significativas restrições ao capital estrangeiro existem em diversas áreas e o governo interfere pesadamente nas áreas finaceira e bancária. O sistema judiciário e outras áreas do setor público são ineficientes e sujeitos à corrupção.

HISTÓRICO: Como quinto maior país do mundo, o Brasil possui recursos naturais abundantes, mas ainda não se deu conta de seu completo potencial econômico. O crescimento real do PIB foi positivo mas relativamente baixo na última década. A grande desigualdade de renda e o rápido crescimento urbano da população pobre alimentaram a pressão para políticas socialistas. O Brasil sofre com sérios obstáculos aos investimentos e ao crescimento econômico de longo prazo, entre os quais podemos destacar um intricado sistema tributário, uma infraestrutura inadequada de transporte, barreiras aos investimentos estrangeiros em alguns setores; controle governamental sobre a maior parte dos setores de eletricidade e petróleo, um sistema judiciário frágil, uma fraca educação pública, e um sistema regulatório complicado. Agricultura e indústria respondem por 10% e 40% do Produto Interno Bruto, respectivamente.

[ Continua no próximo post… ]

(Fonte: The Heritage Foundation - Índice de Liberdade Econômica 2008: Brasil)

[ postado às 15:08:37 ] - [ comente isto ]

Domingo, 24 de Agosto de 2008
Entenda o que realmente significa o “politicamente correto”

Politicamente correto: o que é, de onde veio e para onde pode nos levar

Em seu célebre manifesto, Karl Marx e Friedrich Engels faziam aos seus contemporâneos, em tom ameaçador, a seguinte advertência: “Um fantasma ronda a Europa - o fantasma do comunismo”. Passados mais de 150 anos, um novo fantasma, igualmente ideológico e totalitário, volta a assombrar o Ocidente: o fantasma do politicamente correto.

O que é e de onde veio esse novo e poderoso inimigo da liberdade? (*)

Politicamente correto (PC) é o mesmo que marxismo cultural. É marxismo traduzido de termos econômicos para termos culturais.

O marxismo cultural do PC, como a economia marxista, tem uma singular explicação da história. A economia marxista afirma que toda a história é determinada pela propriedade dos meios de produção. O marxismo cultural, ou politicamente correto, afirma que a história é determinada pelo poder, onde grupos são definidos em termos de raça, sexo, etc., e têm poder sobre outros grupos. Nada mais importa.

Daí a natureza ideológica e potencialmente totalitária dessas manifestações. Totalitária porque a essência de todas as ideologias consiste em espremer a realidade para dentro de uma teoria - como ocorre, por exemplo, com a idéia de que toda a história de nossa cultura se resume à opressão das mulheres. Como a realidade contradiz essa teoria, ela mesma deve ser proibida, o que é feito pelos Estados que se tornaram reféns das ideologias. É por isso que as ideologias são potenciais geradoras de Estados totalitários.

O caráter totalitário do PC se revela claramente nas universidades. Ali onde se deveria esperar que reinasse a mais completa e irrestrita liberdade de pensamento e de expressão, estudantes e professores que se atrevam a desafiar os códigos verbais estabelecidos em suposto benefício de certos grupos arriscam-se a sofrer punições administrativas e mesmo judiciais. Dentro do sistema legal da universidade, eles enfrentam acusações formais, procedimentos inquisitórios e punição. Essa é uma pequena amostra do que o PC pretende para toda a sociedade.

Outro paralelo: do mesmo modo que certos grupos na economia marxista clássica - p. ex., trabalhadores e camponeses -, são “bons” a priori, e outros gurpos - p. ex., burgueses e capitalistas -, são “maus”, no marxismo cultural politicamente correto certos grupos também são “bons” a priori - mulheres feministas (somente elas, mulheres não-feministas são tidas como inexistentes), negros, indígenas, homossexuais. Esses grupos são escolhidos para ser “vítimas” e, por isso, são automaticamente “bons”, não importa o que façam. Inversamente, machos brancos são escolhidos para ser “maus”, tornando-se, desse modo, o equivalente dos burgueses na ideologia marxista.

Além disso, o marxismo econômico e marxismo cultural baseiam-se na expropriação. Quando os comunistas tomaram o poder na Rússia, eles expropriaram a burguesia tomando suas propriedades. Do mesmo modo, quando marxistas culturais tomam um campus universitário, eles se apropriam de vagas por meio de cotas de admissão. Quando um estudante branco mais qualificado tem a admissão negada em favor de um negro ou de indígena não tão qualificado, o estudante branco é expropriado. Empresas de propriedade de brancos não conseguem um contrato porque este é reservado para uma empresa de, digamos, negros ou mulheres. Logo, a expropriação é a principal ferramenta para ambas as formas de marxismo.

E, finalmente, ambos têm um método de análise que oferece automaticamente a resposta desejada. Para o marxista clássico, o método é a própria economia marxista. Para o marxista cultural, o método é o desconstrucionismo. O desconstrucionismo remove todo o sentido de um texto, substituindo-o por qualquer sentido desejado. Então se descobre, por exemplo, que toda a obra de Shakespeare é sobre a opressão das mulheres, ou a Bíblia é sobre raça e sexo. Todos esses textos tornaram-se úteis para provar que “toda a História é sobre quais grupos têm poder sobre os outros”. Por isso os paralelismos são tão evidentes entre o marxismo clássico - que nós conhecemos da antiga União Soviética - e o marxismo cultural, que nós vemos hoje sob a forma do politicamente correto.

Mas as semelhanças não são acidentais. O PC tem uma história bem mais antiga do que geralmente se pensa.

De acordo com a teoria marxista, quando a guerra generalizada na Europa chegasse (como aconteceu em 1914), a classe trabalhadora da Europa se levantaria e derrubaria seus respectivos governos - os governos burgueses -, pois se acreditava que os trabalhadores tinham mais em comum com os seus pares de outros países do que com a burguesia e a classe dominante nos seus próprios países. A guerra chegou e isso não aconteceu. Por toda a Europa os trabalhadores agarraram-se às suas bandeiras nacionais e marcharam satisfeitos para lutar uns contra os outros. Alguma coisa estava errada.

Os marxistas sabiam que, por definição, esse algo não podia ser a teoria. E dois marxistas começaram a pensar nisso: Antonio Gramsci, na Itália, e Georg Lukacs, na Hungria. Gramsci disse que os trabalhadores jamais iriam perceber os seus verdadeiros interesses de classe, assim como definidos pelo marxismo, até serem libertados da cultura ocidental, particularmente do Cristianismo, já que todos eles estavam cegos, pela religião e pela cultura, aos seus reais interesses de classe. Lukacs, que foi considerado o teórico marxista mais brilhante desde o próprio Marx, perguntou-se, em 1919: “Quem irá nos salvar da cultura ocidental?”

Em 1923, na Alemanha, foi fundado um centro de estudos que tomou para si a tarefa de traduzir o marxismo de termos econômicos para culturais, o que criou o discurso politicamente correto que conhecemos hoje.

Os trabalhos iniciais do Instituto eram convencionais, mas em 1930 assumiu um novo diretor, chamado Max Horkheimer, e as visões dele eram bem diferentes.

Horkheimer era muito interessado em Freud e a chave para que ele pudesse traduzir o marxismo de termos econômicos para termos culturais era precisamente sua combinação com o freudismo. Se, no começo de sua história, o Instituto preocupava-se principalmente com a subestrutura econômica da sociedade burguesa, nos anos que se seguiram sua atenção se voltou para a superestrutura cultural. De fato, a fórmula marxista tradicional, no que diz respeito à relação entre as duas, foi posta em questão pela Teoria Crítica.

Todas essas coisas da moda - feminismo radical, os departamentos de estudos das mulheres, dos gays, dos negros - são ramificações da Teoria Crítica, criada pela Escola de Frankfurt nos anos 1930. De acordo com essa teoria, a sociedade capitalista ocidental é repressora e deve ser, não apenas passivamente compreendida, mas desmistificada e transformada como um todo, para permitir a plena emancipação do indivíduo.

Outros membros importantes que se juntaram ao time foram Teodoro Adorno e, especialmente, Erich Fromm e Herbert Marcuse, que introduziram um elemento que é central no PC: o sexo. Marcuse, particularmente, clamava em seus escritos por uma sociedade “polimorficamente perversa”, sua definição para a sociedade futura que desejava criar. Na visão de Fromm, masculinidade e feminilidade não refletiam diferenças essenciais como então se acreditava. Na verdade, essas diferenças derivavam de funções da vida, que eram em parte socialmente determinadas. “Sexo é uma convenção; diferenças sexuais são convenções”.

Mas como as coisas chegaram a esse ponto? Como entraram em nossas universidades e em nossas vidas?

Os membros da Escola de Frankfurt são marxistas, mas também judeus. Em 1933, os nazistas tomaram o poder na Alemanha e, naturalmente, fecharam o Instituto de Pesquisa Social. Os membros do Instituto deixaram o país; foram para Nova York, onde o Instituto foi restabelecido com o apoio da Columbia University. E gradualmente os membros do Instituto, durante os anos 1930 - apesar de muitos deles ainda escreverem em alemão - mudaram o foco da Teoria Crítica da sociedade alemã para a sociedade americana.

Essas origens do PC não significariam muito para nós hoje não fossem dois eventos subseqüentes. O primeiro foi a rebelião dos estudantes nos anos 60, a qual se deu em grande parte pela resistência à convocação para as forças armadas e à Guerra do Vietnã. Mas os estudantes rebeldes precisavam de algum tipo de teoria. Eles não podiam simplesmente dizer: “Que se danem, nós não iremos”; precisavam de algum suporte teórico. Poucos deles estavam interessados em se embrenhar na leitura de “O Capital”. O marxismo econômico clássico não é nada leve e os radicais da década de 60, em sua maioria, eram pouco profundos. Felizmente para eles, e infelizmente para a sociedade ocidental - e não só para a universidade -, Herbert Marcuse permaneceu na América depois que a Escola de Frankfurt restabeleceu-se na Alemanha após o fim da Guerra. Herbert Marcuse viu na revolta a oportunidade de transformar os trabalhos da Escola de Frankfurt na teoria da New Left nos EUA.

Um dos livros de Marcuse foi essencial para o processo. Este livro transformou-se na bíblica dos SDS (Students for a Democratic Society) e dos estudantes rebeldes dos anos 1960. Em “Eros e Civilização”, Marcuse argumenta que a essência da ordem capitalista é a repressão, e isso resulta nas patologias descritas por Freud: o indivíduo com todos os complexos e neuroses em função do desejo sexual reprimido. É possível enxergar um futuro, diz ele, desde que se possa destruir a ordem repressiva vigente: sendo Eros liberado, será também liberada a libido, o que conduz ao mundo da “perversidade polimórfica” onde “cada um pode fazer o que quiser”. Diga-se de passagem, nesse mundo não haverá mais trabalho, somente diversão. Que mensagem maravilhosa para os radicais dos anos 60! Eles eram estudantes, eram baby-boomers, e estavam crescendo sem ter de se preocupar com nada, exceto em eventualmente arrumar um emprego. Marcuse foi o homem que inventou a frase “faça amor, não faça a guerra”.

Eis a gêneses do PC, expressão normativa do marxismo cultural. E para onde pode nos levar essa tendência?

Bem, o Ocidente passa hoje pela maior e mais terrível transformação na sua história. As democracias ocidentais estão se transformando em Estados ideológicos, países com uma doutrina oficial apoiada pelo poder estatal. Há pessoas cumprindo pena por “crimes de ódio”, ou seja, crimes políticos. E os legisladores movimentam-se no sentido de expandir essa categoria de crimes ainda mais. A política de cotas é parte disso. O terror contra qualquer um que ouse desafiar a cartilha do PC nas universidades é parte disso. Exatamente o que aconteceu na Rússia, na Alemanha, na Itália, na China, está ocorrendo entre nós.

Enganam-se os que pensam que o PC se resume a iniciativas ridículas, mas inofensivas. As conhecidas “cartilhas” - como aquela recentemente editada pelo governo federal - são o primeiro passo para a criminalização do uso de certas palavras e expressões.

Um vez contaminado pela mentalidade mesquinha do PC, o tecido social se esgarçará ainda mais, graças à multiplicação de conflitos individuais que serão estimulados pela exacerbação de suscetibilidades relacionadas ao sexo, origem, raça, religião etc.

Por tudo isso é preciso dizer NÃO à ditadura do PC. Resistir e desafiar esse modismo totalitário; exigir a todo custo que se respeite a garantia constitucional da liberdade de pensamento e de expressão.

É preciso defender a cátedra universitária, a tribuna e o púlpito contra a “novilíngua” denunciada por George Orwel e a “língua de pau” observada por Vladimir Volkoff. É preciso rechaçar as tentativas de criminalizar o uso de palavras e expressões; repudiar a moral de papelão do politicamento correto.

É preciso reagir com urgência contra essa ameaça cada vez menos sutil à liberdade de pensamento e de expressão.

(*) O texto a seguir se baseia em artigo de William S. Lind, publicado por Mídia Sem Máscara, em fevereiro de 2006, além de contribuição oferecida por Miguel Nagib e Félix Maier. [ Fonte ]

Texto escrito por: Dra. Marli Nogueira, juíza do TRT da 10ª Região, Brasília.

Fonte: Usina das letras

Posts relacionados: O Marxismo cultural, Subversão Soviética da Imprensa do Mundo Livre.

[ postado às 18:08:59 ] - [ comente isto ]

Sábado, 23 de Agosto de 2008
Vacinação Anti-Rubéola, Esterilização e Aborto

A Dora, do Crônicas Atípicas, publicou um chat que ela teve comigo agora há pouco no MSN sobre os assuntos do título. Ficou um texto bem razoável e interessante, se formos considerar que estávamos digitando informalmente as idéias sem pensarmos que ela iria no final publicar.

[ Crônicas Atípicas - Vacinação Anti-Rubéola, Esterilização e Aborto ]

Favor perdoar os erros de digitação e da linguagem.

[ postado às 15:08:58 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Alerta: Vacinação contra rubéola

LifeSiteNews: Vacinação em massa no Brasil levanta suspeitas de programa velado de esterilização

O início de um programa compulsório de vacinação em massa no Brasil está levantando suspeitas entre ativistas pró-vida internacionais, que notam que o programa é semelhante a outros em anos recentes que incluíam um agente esterilizante oculto nas vacinas. […]

Adolfo Castañeda, de Vida Humana Internacional, observa que apenas dois anos atrás, pesquisadores constataram que a vacina da rubéola usada numa campanha semelhante na Argentina estava contaminada com o hormônio Gonadotropina Coriônica Humana (HCG), um hormônio da gravidez que é necessário para que um zigoto que acabou de ser concebido se implante na parede uterina depois da concepção. […]

O aviso da suspeita está dado. O link acima é o original em inglês. Tradução para que quiser ler em português está aqui.

[ postado às 00:08:06 ] - [ comente isto ]

Domingo, 17 de Agosto de 2008
Da série: “Livros que não veremos publicados no Brasil”

Foi confiando na evidente censura à bons livros que existe nesse país culturalmente miserável que encomendei este livro aqui. A leitura dele já se encontra em andamento.

Em razão disso, fazia uns dias já que eu planejava escrever sobre o livro por aqui, traduzindo o review que há na página da Amazon. Porém — putz! — o blog Pensadores Brasileiros andou na frente e fez toda a mão para mim. Por isso não vai ser dessa vez que vou postar um conteúdo original por aqui.

O livro chama-se “Makers and Takers: Why conservatives work harder, feel happier, have closer families, take fewer drugs, give more generously, value honesty more, are less materialistic and evious, whine less… and even hug their children more than liberals”, algo que traduzindo fica como “Realizadores e tomadores: Porque conservadores (de ‘direita’, basicamente os Republicanos) trabalham mais, são mais felizes, tem famílias mais unidas, tomam menos drogas, doam mais generosamente, valorizam a honestidade, são menos materialistas e invejosos, reclamam menos… e até abraçam seus filhos mais do que os liberais (os de ‘esquerda’, basicamente os Democratas)”.

O autor Peter Schweizer fez uma reunião gigante de evidências do que é simplesmente óbvio para quem está mais antenado: todo o discurso “benevolente” das esquerdas é puro papo-furado, assim como todas as acusações feitas contra os “maldosos” direitistas conservadores. Nesta obra fica mais do que provado que o trabalho de desmoralização, desinformação, mentiras e inversão de valores de toda uma civilização foi infelizmente bem sucedido por aqueles que o desempenharam.

Fiquem com o serviço muito bem feito do blog Pensadores Brasileiros.

Esquerdistas são mais rudes, pão-duros e mais desonestos que conservadores

Peter Schweizer, um pesquisador da Hoover Institution, publicou um novo livro que certamente vai deixar os esquerdinhas enfezados ainda mais enfezadinhos. No livro Makers and Takers, Schweizer nos informa o porquê dos conservadores trabalharem mais, serem mais contentes, terem famílias mais unidas, usarem menos drogas, doarem mais generosamente, valorizarem mais a honestidade e serem menos materialistas do que os esquerdistas nos Estados Unidos.

Dados de seu website:

  • 71% dos conservadores dizem que temos uma obrigação em cuidar de um esposo ou dos pais com problema de saúde sério contra menos da metade (46%) dos esquerdistas .
  • Conservadores têm uma ética de trabalho e são muito menos inclinados a faltar ao emprego alegando doença do que os da esquerda.
  • Esquerdistas são 2 vezes mais propensos a ficarem ressentidos com o sucesso alheio e 50% mais propensos a terem inveja da boa sorte dos outros.
  • Esquerdistas são 2 vezes mais propensos a afirmarem que é aceitável trapacear o governo para obter benefícios da previdência social sem merecer.
  • Conservadores são mais propensos do que os esquerdistas a abraçarem suas crianças e “significativamente mais propensos” a exibirem emoções positivas e estimulantes à criança.
  • Esquerdistas confiam menos em membros da própria família e bem menos propensos a manterem contato com seus pais.
  • Você obtém satisfação em colocar a felicidade alheia na frente da sua própria felicidade? 55% dos conservadores disseram sim, contra 20% dos esquerdistas.
  • Rush Limbaugh, Ronald Reagan, Bill O’Reilly e Dick Cheney doaram maiores quantias de dinheiro para pessoas em necessidade enquanto que Ted Kennedy, Nancy Pelosi, Michael Moore, e Al Gore não doaram.
  • Os que são “muito esquerdistas” são 3 vezes mais propensos que os conservadores a atirar objetos quando se irritam.

A esquerda americana se orgulha em ser superior aos conservadores: mais generosos, menos materialistas, mais tolerantes, mais intelectuais e menos egoístas. Durante anos os estudiosos têm construído - e a mídia tem propagandeado - teorias elaboradas projetadas para demonstrar como os conservadores sofrem de uma série de defeitos de personalidade e falhas de caráter.

De acordo com esses estudos supostamente imparciais, os conservadores têm más intenções, cobiça, egoísmo e descontentamento com tendências autoritárias. Longe de ser uma crença de uns poucos excêntricos, esquerdistas proeminentes desde John Kenneth Galbraith a Hillary Clinton têm sucumbido à esses preconceitos. Mas o que os fatos mostram?

Peter Schweizer escavou fundo - em documentos de impostos, dados de estudos acadêmicos, pesquisas de opinião primárias e registros privados - e tem descoberto que essas alegações são um mito. De fato, ele demonstra que muitas dessas alegações na realidade se aplicam mais aos liberais do que aos conservadores. Da mesma forma que ele fez em seu bem sucedido livro “Do as I say (Not as I do)”, ele traz à luz fatos nunca antes revelados que desafiam o consenso convencional.

Conservadores como Ronald Reagan e Robert Bork têm debatido há muito tempo que as políticas esquerdistas promovem decadência social. Schweizer, usando os dados e pesquisas mais recentess, expõe como, em geral:

  • Esquerdistas são mais egocêntricos que conservadores.
  • Conservadores são mais generosos e caridosos que esquerdistas.
  • Esquerdistas são mais invejosos e trabalham com menos empenho que os conservadores.
  • Conservadores valorizam a verdade mais do que os esquerdistas, e são menos propensos a mentirem e trapacearem.
  • Esquerdistas são mais irritadiços que conservadores.
  • Conservadores são na realidade mais informados e melhor educados que os esquerdistas.
  • Esquerdistas são mais descontentes e infelizes que os conservadores.

Schweizer argumenta que o fracasso reside nas idéias esquerdistas modernas, que promovem uma postura egocêntrica de “vou fazer isso pra me sentir bem” que leva os esquerdistas a transferirem suas responsabilidades para o governo e focalizarem em si mesmos e seus próprios desejos.

- Condensado da resenha de Warner Todd Huston.

Interessado? Vá até o site da Amazon e encomende a sua cópia de Makers and Takers, e faça o favor de reavaliar se a América realmente precisa de “mudança”. ;)

[ postado às 23:08:55 ] - [ comente isto ]

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Reavivando o manifesto

CONTRA A DITADURA ESQUERDISTA NA MÍDIA

A afirmação de que existe um viés, uma deformação, um preconceito esquerdista dominante na grande mídia nacional — principalmente nas páginas noticiosas e nos suplementos culturais, mas também nas páginas de diversões, nas novelas de TV, em talk shows e, enfim, em toda parte — não é simplesmente uma opinião. É a expressão fiel de um fato empiricamente constatável, que até hoje só não foi investigado e discutido livremente porque as entidades incumbidas de investigá-lo e discutí-lo — faculdades de jornalismo, sindicatos da classe e sites tipo press watch — estão igualmente a serviço da hegemonia esquerdista, que lhes interessa, por um lado, fomentar, e, por outro lado, ocultar enquanto não chegar a hora de revelá-la à plena luz do dia em todo o esplendor da sua feiúra totalitária. Quando essa hora chegar, será tarde para protestar.

É vital para a subsistência da democracia neste país que a ditadura informal implantada na mídia para o controle das consciências seja denunciada, desmascarada e desmontada enquanto ainda lhe falta a coragem de afirmar-se como realidade de fato e de direito, como aconteceu em Portugal e no Chile, quando comissões autonomeadas se apossaram das empresas jornalísticas, demitindo e calando os profissionais considerados inconvenientes. De maneira discreta e sorrateira, mas nem por isso menos imoral e criminosa, esses profissionais já se vêem hoje acossados por ameaças, por boicotes, por difamações, por toda sorte de impedimentos ao exercício da liberdade de opinião.

Mas não se pense que esses casos condensam em si o panorama da mentira esquerdista imposta ao público como verdade única e incontestável.

Eles representam a ponta de um iceberg cujo corpo, construído pelas contribuições de mil e um agentes de influência, laboriosamente, silenciosamente, maquiavelicamente, desde a década de 60, se constitui basicamente de:

1. Supressão sistemática do noticiário sobre atrocidades cometidas pelos regimes comunistas na China, no Vietnã, na Coréia do Norte e em Cuba — e, em contrapartida, divulgação espalhafatosa de fatos análogos, de escala incomparavelmente menor, ocorridos em regimes de direita.

2. Completa abstinência de investigações sobre a ligação entre partidos de esquerda e organizações criminosas, mesmo quando essa ligação é admitida por agentes criminosos presos como aconteceu com os seqüestradores de Abílio Diniz e Washington Olivetto e mesmo quando ela está sacramentada em documentos públicos como os sucessivos pactos entre o PT e as Farc assinados no Foro de São Paulo de 1991 a 2001.

3. Investigações obsessivamente repetidas de violências — reais ou supostas — cometidas pelo regime militar e, em contrapartida, total silêncio quanto aos crimes cometidos pelos comunistas na mesma época.

4. Glamurização desmesurada dos ídolos intelectuais e artísticos da esquerda e, em contrapartida, total silêncio, quando não noticiário com ênfase difamatória contra intelectuais e artistas tidos como conservadores e direitistas — as duas linhas convergindo para incutir como certeza absoluta, na mente do público, a identificação idiota de esquerdismo com inteligência e a cultura.

Essas deformações, consolidadas pelo hábito ao longo de três décadas, já são hoje aceitas como procedimentos normais, de modo que aqueles mesmos que as impõem ao jornalismo podem, ao mesmo tempo, negar a existência delas, sem às vezes nem mesmo perceber que estão mentindo. É que a mentira repetida se tornou verdade.

Como leitores, como brasileiros, como intelectuais e como líderes empresariais e comunitários, não podemos mais nos calar diante de situação tão alarmante, que anuncia para breve a total supressão das vozes divergentes na mídia brasileira e a instauração do reinado absoluto da mentira organizada.

Temos a certeza, por exemplo, de que o crescimento irrefreado do banditismo neste país é direta e conscientemente fomentado pela desinfirmação midiática que, desviando as atenções do público e dos governantes para os aspectos laterais e extrapolíticos do problema, acabam por bloquear toda investigação séria e portanto toda ação decisiva contra a criminalidade.

Estamos denunciando uma situação objetiva, e não indivíduos. Não clamamos por demissões, por punições, trocas de nomes em cargos de confiança. Jamais nos aviltaríamos ao ponto de usar os mesmos métodos dos intrigantes sorrateiros que hoje dominam a mídia brasileira.

Clamamos pela investigação objetiva do estado de coisas e pela sua discussão aberta. A mídia é, de todas as entidades que representam o tecido social, a primeira a clamar por “transparência”. É imoral e inadmissível que ela trabalhe, portanto, sob tão denso véu de opacidade, reforçando e ocultando, ao mesmo tempo, os tenebrosos propósitos totalitários daqueles que, ao longo de três décadas de “ocupação de espaços”, tomaram todos os postos, usurparam todos os canais de comunicação e hoje vendem como “pluralismo” o seu próprio debate interno, excluídas todas as vozes discordantes. Queremos a democracia autêntica, não um seu simulacro estereotipado.

Apelamos aos empresários da mídia para que não se acumpliciem, por medo ou por interesse, com a destruição da liberdade da qual vivem e prosperam. Apelamos aos profissionais, mesmo de esquerda, que estejam conscientes de que a liberdade de todos vale mais que a vitória de alguns, para que não se acovardem nem se deixem corromper por um corporativismo grudento. Apelamos aos anunciantes, para que pensem duas vezes antes de subsidiar sua própria destruição. Apelamos ao público em geral para que não se deixe mais ludibriar e faça uso de seus instrumentos de protesto, especialmente as “cartas de leitores”.

Quando os homens bons se omitem, o reinado dos maus se torna um destino incontornável.

(Fonte: “Manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia”
[ http://www.geocities.com/manif_2002/ ])

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Enquanto isso, na América Latina…

O SOCIALISMO DO SÉCULO XXI

Rodrigo R. Pedroso

O final da década de 1980 assistiu à derrubada do muro de Berlim e à dissolução da União Soviética. Parecia que o socialismo estava definitivamente sepultado pela História, com a comprovação cabal de sua incapacidade de assegurar os próprios objetivos que prometia: o progresso econômico e o bem-estar social. Pelo contrário, o saldo da experiência socialista foi o mais desastroso possível: miséria, escravidão e um terrorismo de Estado que massacrou 100 milhões de pessoas inocentes, sem contar os abortos.

Em 1989, no Brasil, Lula (PT) e sua proposta socialista foram fragorosamente derrotados nas eleições presidenciais. No ano seguinte, em julho, Lula e Fidel Castro, presidente de Cuba, convocaram uma reunião de 48 partidos socialistas de diversos países da América Latina, inclusive organizações que fizeram opção pela luta armada e o terrorismo, como as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionaria) chileno, responsável pelo seqüestro do empresário brasileiro Abílio Diniz. Na convocatória da reunião, Lula e Fidel Castro afirmaram que o objetivo do encontro era discutir como “reconquistar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”.

Esta reunião internacional realizou-se, pela primeira vez, no Hotel Danúbio, na cidade de São Paulo. Do encontro resultou a formação de uma aliança internacional de partidos socialistas latino-americanos, que ficou conhecida como “Foro de São Paulo”, em razão da cidade onde se deu a primeira reunião. Em 1991 foram estabelecidos os estatutos do Foro.

Com o Foro de São Paulo, a esquerda latino-americana passaria a atuar em conjunto e em escala continental. Progressivamente, o Foro de São Paulo foi conquistando sucessivas vitórias políticas e seus membros foram obtendo o governo em diversos países da América Latina, além de Cuba, onde os comunistas já haviam tomado o poder em 1959: Venezuela (Hugo Chávez, 1999), Brasil (Lula, 2003), República Dominicana (Leonel Fernández, 2004), Uruguai (Tabaré Vázquez, 2005), Bolívia (Evo Morales, 2006), Chile (Michelle Bachelet, 2006), Nicarágua (Daniel Ortega, 2007), Equador (Rafael Correa, 2007) e Paraguai (Fernando Lugo, 2008). Embora seu partido não faça parte da organização, a família Kirchner, que governa a Argentina desde 2003, apóia e é apoiada pelo Foro de São Paulo.

Conseqüentemente, a vaga esquerdista que que se lança sobre a América Latina não é um fenômeno político espontâneo. Não é uma coincidência que a maior parte dos países latino-americanos está sendo governada pela esquerda. Pelo contrário, trata-se da implementação de uma estratégia continental, coordenada internacionalmente.

O objetivo final do Foro de São Paulo é a unificação latino-americana sob o sistema socialista, ou seja, a constituição de uma união de repúblicas socialistas, tal como os comunistas fizeram de 1917 a 1991 na Rússia, com a anulação das soberanias nacionais dos Estados da América Latina. Passos nesse sentido já foram dados com a ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas) e a UNASUL (União das Nações Sul-Americanas). Os brasileiros que se preparem, para contrapor-se a esse projeto político, ou para submeter-se às leis votadas por um parlamento localizado em Cochabamba, na Bolívia.

Alguns podem dizer que nem todos os presidentes pertencentes ao Foro de São Paulo são radicais ou extremistas. Vão citar o exemplo de Lula no Brasil ou de Bachelet no Chile, como exemplos de esquerda moderada, muito diferente de Chávez e Morales. Acontece que, politicamente, não é Lula que difere de Chávez, ou Bachelet que difere de Morales, seus países é que são muito diferentes. Nem o Brasil é uma Venezuela, nem o Chile é uma Bolívia. Brasil e Chile são países mais desenvolvidos economicamente e que contam com uma sociedade civil mais bem organizada e menos dependente do Estado. Lula não pratica o extremismo de Chávez porque não quer, mas porque não pode. Não existe uma esquerda latino-americana “herbívora” e outra “carnívora”: todos os membros do Foro de São Paulo são onívoros, isto é, comem de tudo; ocorre que em determinados ambientes a caça é mais fácil ou não…

Vejam só: uma tática característica dos governos do Foro de São Paulo é mudar a Constituição de cada país, para adaptar suas instituições ao sistema socialista e garantir sua continuidade no poder. Isso foi feito na Venezuela, e está se fazendo na Bolívia e no Equador. Parece que Lula nada está fazendo nesse sentido… Engano, o Partido dos Trabalhadores mantém uma campanha pela convocação de uma nova Assembléia Nacional Constituinte para fazer a “reforma política”:
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=9910&Itemid=195

Hoje a campanha é discreta porque os petistas sabem que é arriscada uma atitude mais ostensiva. Mas, mudando a “correlação de forças”, quem sabe o que irá ocorrer? Ademais, é preciso ter bastante atenção com o vocabulário dessa gente: quando eles falam em “reforma tributária” é porque eles querem tomar seu dinheiro; quando falam em “reforma agrária” é porque querem tomar sua terra; quando falam em “reforma política” é porque querem tomar sua liberdade.

E o que tem tudo isso a ver com a perseguição da Igreja no Equador? Simples: o presidente do Equador, Rafael Correa, logo que assumiu o cargo, colocou em ação o plano A dos integrantes do Foro de São Paulo, isto é, convocar uma Assembléia Constituinte para legitimar o sistema socialista e garantir sua perpetuação no poder. A Conferência Episcopal Equatoriana denunciou à nação que o projeto de nova Constituição, aprovado pela Assmbléia Constituinte de Correa e que será submetido a referendo popular, possui disposições que em uma linguagem propositalmente ambígua reconhecem o direito ao aborto e ao “casamento” homossexual. Os bispos católicos do Equador não apenas fizeram essa denúncia à nação, como também estão orientando os fiéis para dizer “não” ao projeto constitucional do governo, no referendo. Bastou que isso acontecesse para que o próprio chefe do governo desencadeasse uma violenta campanha de perseguição à Igreja: o presidente Rafael Correa, em um programa de rádio, pediu que seus militantes interrompessem a liturgia e insultassem os sacerdotes, se estes ousassem ler o comunicado da Conferência Episcopal na santa Missa. E isto de fato aconteceu em muitas paróquias por todo o Equador.

Até nós chegou um comovente pedido de auxílio dos defensores da vida no Equador, denunciando que nas últimas três semanas uma de suas associações, a Acción Pró-vida, tem recebido ameaças de uma organização terrorista que se identifica como “Comando Salvador Allende”: na segunda ocasião, deixaram uma caixa de sapatos com um rato morto dentro, com a mensagem “MORTE AOS PRÓ-VIDA”. Seis templos católicos já foram profanados no Equador pelos partidários do presidente Correa: em um desses templos as espécies da Santíssima Eucaristia foram jogadas ao chão e pisoteadas; em outro, deixaram um cachorro degolado na capela, com a Eucaristia na boca do cão. Nos templos profanados pintaram as paredes com mensagens satânicas.

Agora, divulgou-se pela Agência Católica de Informações (ACI) que o presidente da Conferência Episcopal Equatoriana está sendo ameaçado de morte.

(Fonte: http://www.puggina.org/outrosautores/news.php?detail=n1218231627.news)

Unasul
Uma foto que estranhamente não saiu na mídia popular brasileira

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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
“Resenhas” de filmes que valem a pena serem lidas

Analisar o cinema e outras ficções sob a ótica da política tem me sido um passatempo muito interessante ultimamente. Seguem duas análises de filmes em cartaz que andei lendo recentemente, dos ótimos sites Lew Rockwell e Ludwig von Mises Institute (em inglês).

WALL-E: Economic Ignorance and the War on Modernity (Gennady Stolyarov II)

“[…] WALL-E is an assault on modern civilization, borne of deep economic and historical ignorance. The film shamefully betrays the efforts of countless heroic individuals who have raised humanity out of the muck of barbarism. Its antitechnological, anticapitalist message needs to be exposed and countered by all thinking individuals.”

The Dark Knight (Jeffrey A. Tucker)

“[…] The Joker, however, is not manageable. He is the killer virus unwittingly unleashed by the cure. People like him will always be with us, but they can usually be contained - unless the state is involved to make such people more powerful than they would otherwise be. The implied lesson becomes clear. The Joker is the product of mistaken public policy, the end result of the prohibition of peaceful trade.[…]”

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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
A grande vitória de um assassino em massa!

The Soviet Story

The Soviet Story é um documentário de 2008 sobre o terror interno soviético e as relações germano-soviéticas antes de 1941. Foi escrito e dirigido por Edvīns Šnore e patrocinado pelo grupo UEN do parlamento europeu.

O filme apresenta entrevistas com historiadores ocidentais e russos como Norman Davies e Boris Sokolov, o escritor russo Viktor Suvorov, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, membros do Parlamento Europeu e participantes, assim como as vítimas do terror soviético.

A película examina com cuidado as conexões filosóficas, políticas e organizacionais entre os sistemas Nazistas e Soviéticos antes e durante os estágios iniciais da Segunda Guerra Mundial. Destaca o Grande Expurgo assim como a Grande Fome, o massacre de Katyn, a colaboração da Gestapo-NKVD, as deportações em massa soviéticas e os experimentos médicos realizados nos Gulags.


The Soviet Story
Pôster de “The Soviet Story”


Assista ao trailer de The Soviet Story aqui no YouTube.

Agora: alguma chance de um filme destes ser exibido nos cinemas aqui no Brasil? O programa Fantástico não fez uma matéria ontem sobre ele? Não saiu nenhuma notinha na contracapa da Zero Hora? Será que as aulas de História nas escolas brasileiras não vão um dia exibir este filme no audiovisual? O que vocês acham?

É claro que não! Pois, vai que alguém por aqui acaba acreditando numa história de terror como essa?

Bom, se por acaso algum leitor se sensibilizar com o massacre de vidas humanas, e teme que o mesmo possa ocorrer num futuro não muito difícil de se imaginar através do poder de idéias nefastas como o Comunismo, sugiro a leitura e visualização cuidadosa do blog Realismo Socialista.

Fica o “toque” também para aqueles que ojerizam a suástica, mas que não vêem problema algum em exibir uma foice e martelo numa camiseta ou as letras “CCCP” numa jaquetinha; e também para aqueles ingênuos que ainda acreditam em “mudança”. ;-)

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
O que a descrença tem de tão atraente?

“[…] O Cristianismo é uma religião de amor e perdão, mas esse amor e perdão são temporais e, de certo modo, condicionais. O perdão cristão pára às portas do inferno, e o inferno é uma parte essencial do esquema cristão. Embora o termo evangelhos signifique “boas novas”: esses livros também contêm mensagens de advertência que nos preparam para o juízo final. Trata-se de um acerto de contas que, segundo as Escrituras, muitas pessoas estão bem dispostas a evitar. Como diz João 3:20, “quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas”. A questão aqui não é que os ateus fazem mais maldades que os outros, mas, em vez disso, que o ateísmo oferece um esconderijo para aqueles que não querem reconhecer e se arrepender de seus pecados.

Em um ensaio enérgico, “The Discreet Charm of Nihilism” [O charme discreto do niilismo], o ganhador do prêmio Nobel Czeslaw Milosz argumenta que, para escapar de um destino eterno em que nossos pecados são punidos, o homem procura se libertar da religião. “O verdadeiro ópio do povo é acreditar que não existe nada após a morte - o grande consolo na crença de que não vamos ser julgados por nossas traições, avareza, covardice, assassinatos” Assim, a doutrina marxista precisa ser revista. Não é a religião que é o ópio do povo, mas o ateísmo que é o ópio dos moralmente corruptos.

Se você quiser levar uma vida depravada, Deus é seu inimigo mortal. Ele representa um perigo letal para seu egoísmo, avareza, lascívia e ódio. É de seu interesse desprezá-lo e fazer todo o possível para livrar o Universo da presença dele. Assim, existem atrações poderosas na vida em um mundo livre de Deus. Em um mundo como esse, podemos tomar como exemplo de vida Belial, um dos demônios em Paraíso perdido, de Milton, que “com perspicácia suma induz ao vício, mas, diante das altas ações, afrouxa e treme”. Se Deus não existe, os sete pecados capitais não são terrores a serem superados, mas tentações a serem desfrutadas. A morte, que antes era a justificativa para a moralidade, agora se torna uma justificativa para a imoralidade.

O filósofo que melhor entendeu essa “liberação” foi Nietzsche. Ao contrário dos ateus modernos, que nos asseguram de que a morte de Deus não precisa significar o fim da moralidade, Nietzsche insistia no oposto. Uma vez que Deus é a fonte da lei moral, sua morte significa que a base nos foi tirada. Ficamos, de certo modo, eticamente sem chão, e não há mais como nos refugiarmos em apelos a dignidade, igualdade, compaixão e todo o restante. O que temos diante de nós, se formos honestos, é o abismo.

Contudo, ao contrário de Matthew Arnold, que testemunhou a fé de sua época recuando como uma corrente oceânica e ficou espantado com isso, Nietzsche, de certo modo, acolhe o abismo. Como ele mesmo diz, é um “imoralista”. Em sua visão, o abismo nos permite, pela primeira vez, fugir da culpa. Ele vence o dragão da obrigação. Permite-nos viver “acima do bem e do mal”. A moralidade não nos é mais dada do alto, mas torna-se algo que inventamos para nós mesmos. A moralidade requer uma reestruturação abrangente, o que Nietzsche chama de uma “transvaloração”. Os velhos códigos do “tu não irás” agora são substituídos pelo “eu irei”.

Portanto, no esquema de Nietzsche, dizer que Deus morreu não é estritamente preciso. Pelo contrário, o homem matou Deus para conquistar para si mesmo a liberdade de criar sua própria moralidade. E a moralidade que Nietzsche celebra é a moralidade do esforço e da auto-afirmação, “a deificação da paixão’: “a animalidade esplêndida” ou, nas famosas palavras de Nietzsche, “o desejo de poder”. Qualquer objetivo, mesmo aquele que impõe grande dificuldade ou sofrimento à raça humana, é legítimo se formos atrás dele com energia, determinação e compromisso.

Há uma imprudência e uma ferocidade na retórica de Nietzsche que fazem palpitar o coração de muitos ateus modernos. É contemplada nos existencialistas franceses como Jean-Paul Sartre, que usaram Nietzsche como alicerce para uma filosofia baseada na liberdade moral. Também consigo enxergar uma tendência nietzschiana em Christopher Hitchens quando ele protesta contra a supervisão moral de Deus, a quem descreve como um tirano ciumento. Mas a maioria dos ateus contemporâneos - Hitchens inclusive - não está disposta a ir tão longe quanto Nietzsche nos insultos às normas tradicionais da piedade e da caridade cristãs. Sua rebelião é mais restrita. Pode-se dizer que é uma revolta pélvica contra Deus.

É principalmente por causa do sexo que a maioria dos ateus contemporâneos optou por romper com o Cristianismo. “A pior característica da religião cristã”, escreveu Bertrand Russell em Por que não sou cristão, “é sua atitude para com o sexo.” Hitchens escreve que “o divórcio entre a vida sexual e o medo […] agora pode, finalmente, ser tentado com a única condição de banirmos todas as religiões do discurso”. Quando o ateu dá justificativas elaboradas que explicam por que Deus não existe e por que a moralidade tradicional é uma ilusão, é muito provável que esteja apenas pensando em seu órgão sexual. É bem possível que, não fosse aquele único mandamento contra o adultério, o homem ocidental ainda fosse cristão!

Malcolm Muggeridge, famoso jornalista convertido ao catolicismo, mostrou que o erotismo é o misticismo do materialismo. Por incrível que pareça, essa doutrina é apresentada de forma mais clara na obra daquele apóstolo do desvio sexual, o Marquês de Sade. Seu Diálogo entre um padre e um moribundo descreve a confissão de um moribundo segundo a qual o abandono da fé em Deus é o primeiro passo para libertar os órgãos genitais e aproveitar a vida. Em A filosofia na alcova, Sade mostra uma freira de 15 anos que renuncia à sua fé em Deus e, no lugar dessa fé, descobre os prazeres do incesto, da sodomia e da flagelação sexual.

A maioria dos ateus modernos acha Sade tão exagerado quanto Nietzsche, limitando-se assim à promiscuidade, ao adultério e a outras formas de sexo ilícito. Não estou me contrapondo às suas paixões aqui. Elas são perfeitamente compreensíveis para todo cristão religioso. Lembre-se do recém-convertido Agostinho, rezando a Deus para torná-Io casto, “mas não ainda”. Para Agostinho, não seria incompreensível nem misterioso que toda uma geração de jovens, hoje, se rebelasse contra o Cristianismo por causa de seus ensinos sobre o sexo antes do casamento, contracepção, aborto, homossexualidade e divórcio.

O orgasmo tornou-se o sacramento secular de hoje. Isso acontece não porque estamos vivendo em uma época que valoriza a sensualidade, mas porque, em um mundo de coisas materiais que perecem, ele oferece às pessoas um gosto momentâneo da eternidade. Nesse contexto, não dá para resistir a uma história pessoal. Certa vez, conheci um monge que admitiu jejuar regularmente e às vezes até bater nas próprias pernas com um pequeno chicote para “mortificar meu corpo pelo amor de Cristo”. Fiquei muito chocado ao ouvir isso, mas o camarada deu uma resposta interessante. As mesmas pessoas que riem dos monges por mortificarem o corpo para fins espirituais acham normal submeter-se a cirurgias dolorosas para melhorar a aparência. Tampouco elas evitam os regimes físicos mais rígidos para perder peso e tonificar o corpo para o sexo.

Livre das velhas restrições morais, em boa parte dos casos o sexo inevitavelmente resulta em gravidez indesejada. Aqui temos o segundo sacramento do ateísmo, que é o aborto. O que é realmente espantoso no aborto não é o fato de uma mulher matar uma criança que ainda não nasceu, mas o fato de uma mulher matar seu próprio filho que está por nascer. Para todas as pessoas moralmente saudáveis, a culpa resultante de tal ato só pode ser grande. Assim, é necessário que o ateísmo prepare o caminho para o aborto com uma consciência limpa. O primeiro passo é livrar-se de Deus, pois, assim, não há o espírito do filho morto para perturbar a consciência, nem inferno para a pessoa pagar pela violação do mandamento contra o ato de tirar deliberadamente a vida do próximo. O segundo passo é definir o feto como algo que não é de fato humano. Como diz Sam Harris em The End of Faith, “muitos de nós consideram o feto humano nos três primeiros meses mais ou menos como um coelho” que não merece um “status pleno em nossa comunidade moral”.

O bioeticista Peter Singer apela ao darwinismo para defender a idéia de que existe um continuum, e não uma separação clara, entre seres humanos e animais. Portanto, não se deveria dar aos animais alguns dos direitos que agora são dados somente aos seres humanos. Singer também argumenta que deveriam ser negadas aos seres humanos algumas das proteções que eles têm agora com base no fato de não serem fundamentalmente diferentes dos animais. Se o homem é o produto da evolução, e não a criação especial, afirma Singer, então toda a estrutura da moralidade judaico-cristã foi desconsiderada. Para ele, não se pode mais falar sobre a santidade da vida. Assim, aborto, eutanásia e infanticídio se tornam todos permissíveis e, em algumas situações, até desejáveis. Na obra de Singer, vemos ecos tanto de Darwin como de Nietzsche; na verdade, Darwin se torna a arma usada para derrubar a fé cristã e preparar o terreno para o imoralismo nietzschiano.

Em um artigo agora famoso no New York Times, Steven Pinker apelou à lógica da evolução para explicar por que de fato não é tão terrível assim a mãe matar seu filho recém-nascido, mesmo depois de ele estar fora do ventre. O artigo de Pinker foi escrito logo depois de algumas notícias preocupantes, incluindo a de uma adolescente que deu à luz um bebê em uma escola de dança e depois jogou o recém-nascido no lixo. Pinker tentou acalmar o público norte-americano, observando que “a capacidade para o infanticídio faz parte do projeto biológico de nossas emoções como pais” e incentivando, assim, os pais a cortarem despesas e favorecerem o mais saudável da ninhada ou tentarem novamente mais tarde se um recém-nascido estiver doente ou não tiver chances de sobreviver. Pinker acrescentou que muitas práticas culturais têm por objetivo distanciar as emoções das pessoas de um recém-nascido exatamente para que a criança possa ser morta sem muitos escrúpulos. “Talvez o problema com o Homo sapiens não seja que temos pouca moralidade”, escreve Pinker em Tábula rasa. “Talvez o problema seja que temos moralidade em excesso”.

Pinker está certo quando diz que o aborto e o infanticídio são muito comuns na história do mundo. A razão por que essas práticas foram proibidas por séculos no Ocidente é que os valores ocidentais foram moldados pelo Cristianismo. Ben Wiker defende a idéia de que “as leis contra o aborto e o infanticídio no Ocidente só são inteligíveis em conseqüência de sua cristianização, e a revogação dessas mesmas leis só é inteligível à luz de sua descristianização”. Se os Estados unidos fossem uma sociedade puramente secular, não haveria debate moral sobre a matança de crianças. Por isso, uma das razões por que Pinker e tantos outros atacam o Cristianismo de forma tão ferrenha é exatamente para remover sua influência moral e fazer com que a sociedade seja favorável a aborto, infanticídio e eutanásia.

Pode parecer estranha toda esta insensibilidade para com a vida humana em uma sociedade cujo principal valor social é a compaixão. Mas o paradoxo está resolvido quando você vê que é exatamente porque somos tão terríveis em nossa vida particular que precisamos fingir ser íntegros em nossa vida pública. Quem comete atos moralmente lamentáveis, como trair o cônjuge e matar os filhos, não pode escapar da consciência pesada. Portanto, é da maior importância evitar essa consciência, não só para passar a impressão de que somos bons e maravilhosos, mas também para convencernos a nós mesmos disso. Para quem acabou de dormir com seu sócio comercial, é moralmente imperativa uma contribuição considerável para a United Way.

Minha conclusão é que, ao contrário da crença popular, o ateísmo não é, primeiramente, uma revolta intelectual. É uma revolta moral. Para os ateus, Deus não é tão invisível quanto censurável. Eles não estão ajustando seus desejos à verdade, mas, em vez disso, ajustando a verdade aos seus desejos. Trata-se de algo com o qual todos nós podemos nos identificar. É uma tentação até para os cristãos. Queremos ser salvos desde que não sejamos salvos de nossos pecados. Estamos bastante dispostos a ser salvos de uma infinidade de males sociais, da pobreza, passando pela doença, até a guerra. Mas queremos deixar os males pessoais, como egoísmo, lascívia e orgulho, como estão. Precisamos de cura espiritual, mas não a queremos. Como um pai que nos supervisiona, Deus se coloca no nosso caminho. Esse é o constante apelo do ateísmo: ele se livra do sujeito rígido com barba longa e libera-nos para os prazeres do pecado e da depravação. O ateu procura livrar-se do juízo moral ao se livrar do juiz.”

(D’SOUZA, Dinesh; A verdade sobre o Cristianismo; Excerto do capítulo 23: “O ópio dos moralmente corruptos: Por que a descrença é tão atraente?”)

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