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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
“Dia da Terra”? Ou seria “Dia dos Enterros”? (tradução)

Nota do autor deste blog: Resolvi traduzir um texto que me foi enviado e publicar por aqui, para que ele tenha mais alcance nos países de língua portuguesa. Espero que gostem!


Conseqüências globais não intencionais [Diane Katz] [1]

Que época melhor do que o Dia da Terra para refletir sobre algumas das calamidades que nós humanos temos presenciado acerca do meio-ambiente e de nós mesmos. Seria bom lembrar que até mesmo a melhor das intenções pode revelar-se mortal, quando, na nossa preocupação com precaução, deixamos de contemplar as consequências imprevistas de nossos atos.

Milhões de hectares de florestas tropicais estão rapidamente desaparecendo na América do Sul, na Ásia e noutros lugares assim que fazendeiros conseguem limpar os terrenos para o cultivo. Entre os culpados está o subsídio governamental do etanol à base de milho - um suposto antídoto para as alterações climáticas. US$ 5 bilhões de dólares em subsídios são esperados para este ano, que está levando agricultores americanos a dedicar mais terreno para milho no lugar da soja. Por conseguinte, suas contrapartes em todo o mundo estão limpando a superfície para capitalizar maiores preços para as culturas deslocadas.

A cada 30 segundos, uma criança em alguma parte do mundo morre de malária, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Embora seja um tanto evitável e tratável, a doença consome com mais de um milhão de vidas por ano. O principal meio de prevenção é o controle dos mosquitos transmissores da doença. De 12 pesticidas recomendados, o DDT (dicloro-difenil-tricloroetano) é o mais reconhecido amplamente como sendo eficiente. Mas as alegações errôneas sobre a toxicidade do DDT no livro de Rachel Carson Silent Spring levou, em 1972, a Agência de Proteção Ambiental americana a proibir o pesticida, precipitando a suspensão de pulverização em dezenas de países — e as mortes de dezenas de milhões de pessoas.

Dezenas de milhares de motoristas e passageiros têm perecido em colisões por causa das normas de economia de combustível. Especificamente, os mandatos governamentais para melhorar a eficiência do combustível levaram fabricantes de automóveis a produzir carros pequenos com materiais mais leves como plástico, alumínio e fibra de vidro. Mas uma redução de 230 kg no peso do veículo aumentam as mortes em colisões entre 14 e 27 por cento anualmente, de acordo com a Universidade de Harvard e o Instituto Brookings, entre outros. Além disso, veículos com peso inferior a 1000 kg contabilizam duas vezes e meia mais vítimas mortais do que veículos utilitários esportivos pesando 2000 kg ou mais, de acordo com o Institute para Segurança nas Estradas.

Um surto de cólera na América Latina matou mais de 10 mil pessoas e deixou até um milhão de outras infectadas após o governo do Peru ter limitado a cloração das fontes de abastecimento público de água — como exigido pelo Greenpeace e outros ativistas ambientais. A guerra contra o cloro nos Estados Unidos foi estimulada pela Agência de Proteção Ambiental, que erroneamente associou a cloração da água com um aumento do risco de câncer.

Milhares de toneladas de maçãs foram deixadas a se degradarem e pomares foram perdidos para cumprir as recomendações de relatórios que Alar, um agente comum de amadurecimento da fruta, foi o mais potente causador de câncer composto no abastecimento familiar. O Conselho Americano de Ciência e Saúde posteriormente revelou que uma criança teria de beber 18 mil litros de sumo de maçã todos os dias para o resto de sua vida para consumir a mesma quantidade de Alar dados a ratos durante testes para o câncer.

Além destes erros trágicos, louváveis progressos foram feitos na melhoria da qualidade ambiental. Mas não basta simplesmente dizer que junto do bom vem o ruim. Os erros de cálculos que custaram tantas vidas eram totalmente previsíveis e totalmente evitáveis. O valor que nos oferecem neste Dia da Terra é como um lembrete para rejeitarmos fanatismos e procurarmos por uma boa ciência na política ambiental; para rejeitarmos o alarmismo e exigirmos fatos nos meios de comunicação, e para resistirmos à noção de que o controle governamental dos recursos naturais é necessariamente mais vantajoso do que o livre exercício dos direitos de propriedade e o direito comum de proteger as belezas naturais que nos são tão valiosas.

– Diane Katz é diretora de risco, ambiente, e estudos de política de energia no Instituto Fraser.

Notas:
[1] Tradução: Marcos Ludwig.
Artigo originalmente em inglês: Unintended Global Consequences, publicado em 22/04/2008 no blog Planet Gore do site National Review Online [ Leia o original aqui. ]

[ postado às 02:04:41 ] - [ comente isto ]

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Por que todos os “intelectuais” do Brasil são esquerdistas?

Poder, Estado e o papel dos Intelectuais.

A única lei que qualquer ser humano pode ser legitimamente compelido a obedecer é simplesmente a lei da justiça. E a justiça não é uma coisa que é feita, ou que pode ser desfeita, ou alterada, por alguma autoridade humana. Ela é um princípio natural, inerente à natureza do homem e das coisas. É o princípio natural que determina o que é meu e o que é seu, qual é o direito ou a propriedade de um homem e qual é o direito ou a propriedade de outro homem. É, por assim dizer, a linha que a Natureza desenhou entre os direitos de um homem à pessoa e à propriedade e os direitos de outro homem à pessoa e à propriedade. Lysander Spooner

A ideologia sempre foi vital para a continuada existência do Estado, conforme atestado pelo uso sistemático de ideologia desde os antigos impérios orientais. O teor específico das ideologias tem obviamente mudado com o passar do tempo, de acordo com as mudanças das condições e culturas. Nos despotismos orientais, o imperador era freqüentemente sustentado pela Igreja sob o argumento de ele próprio ser divino; em nossa época mais profana, o argumento inclina-se mais para “o bem público” e o “bem estar geral”. Mas o propósito é sempre o mesmo: convencer o público de que o que o Estado faz não é, como alguém poderia pensar, crime em uma escala descomunal, mas uma coisa necessária e vital que deve ser apoiada e obedecida. A razão que faz com que esta ideologia seja tão vital para o Estado é que ele sempre depende, em essência, do apoio da maioria do povo.

Este apoio é obtido com o Estado sendo uma “democracia”, uma ditadura ou uma monarquia absolutista. Pois o apoio depende da disposição da maioria (e não, novamente, de todos os indivíduos) de acompanhar o sistema: de pagar os impostos, de ir sem muita reclamação lutar as guerras do Estado e de obedecer às regras e decretos do Estado. Este apoio não precisa ser um entusiasmo ativo para ser efetivo; ele pode muito bem ser também uma submissão passiva. Mas deve haver apoio. Pois se a maior parte do povo estivesse verdadeiramente convencida da ilegitimidade do Estado, se ela estivesse convencida que o Estado não é nada mais nada menos do que uma gangue de bandidos ampliada, então o Estado logo iria desmoronar e não iria receber um status e uma tolerância de existência diferentes do que os de qualquer outra gangue mafiosa.

A necessidade de o Estado empregar ideólogos é por conta disso; e é por conta disso a necessidade da antiga aliança do estado com a Intelligentsia, que trama a apologia ao poder do Estado (…) Adiciona-se a isto um controle praticamente total sobre o radio e a televisão — ou através do completo controle estatal, como em muitos países — ou, como nos Estados Unidos, pela nacionalização das ondas aéreas, e pelo poder de uma comissão federal de licenciar o direito das estações usarem estas freqüências e canais. Portanto, o Estado, pela sua própria natureza, tem que violar as leis morais usualmente aceitas que a maioria das pessoas respeita. Praticamente todas das pessoas estão de acordo quanto à injustiça e a criminalidade do assassinato e do roubo.

» Leia o artigo: A natureza do Estado, escrito por Murray Rothbard.

[ Artigo copiado com a devida permissão do blógue Ação Humana.
Fonte do original:
http://acao-humana.blogspot.com/… ]

Leia mais: O inimigo do Estado, Manual do “intelequitual” brasileiro.

[ postado às 01:04:26 ] - [ comente isto ]

Sábado, 5 de Abril de 2008
Epígrafes econômicas

Da mentalidade anticapitalista e a distribuição justa de riqueza:

“[…] As mesmas multidões que se elevaram a um padrão de vida decente graças ao capitalismo ignoram como o sistema funciona, e guardam sempre um fundo de inveja rancorosa baseado na crença de que a riqueza de uns é obtida à custa do empobrecimento de outros.

Ironicamente, essa crença é verdadeira no que diz respeito a todos os demais sistemas econômicos que já existiram no mundo - a comunidade agrária, o escravismo, o feudalismo e o socialismo. A diferença específica do capitalismo - e a única razão do seu sucesso - é que ele funciona precisamente ao contrário desses sistemas. É impossível um sujeito enriquecer por meio de investimento capitalista (mesmo puramente financeiro) sem espalhar riqueza pela sociedade em torno, mesmo que não queira fazê-lo. O capitalismo é em seu mecanismo mais íntimo um efeito multiplicador, que faz ‘justiça social’ por automatismo, e o faz melhor do que qualquer governo soi disant idealista e humanitário. […]” (Olavo de Carvalho, O fim de um petista americano)

***

Da divisão do trabalho e trocas voluntárias:

“Não é a abundância de dinheiro, mas a abundância de outros produtos, em geral, que facilita as vendas… O papel do dinheiro é apenas o de facilitar as trocas. Quando o processo de trocas se completa, descobre-se que produtos foram pagos com produtos.” (Jean-Baptiste Say)

[ postado às 02:04:16 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
“Olho de Tigre! Olho de Tigre!!!”

Rocky

Há filmes que contrariam a vontade dos figurões do socialismo internacional e retratam o indivíduo como responsável pelo seu próprio destino, minimizando os papéis dos “órgãos reguladores” e “programas sociais” coletivistas, paternalistas e totalitários. Enquanto num mundo livre as pessoas teriam assegurada sua liberdade de buscar a felicidade, num estado socialista estará assegurada a infelicidade de todos (exceto a camarilha que está no poder).

Em 1976, o Sylvester Stallone criou e atuou no clássico “Rocky“, que ganhou prêmio de melhor filme.

“Rocky” simbolizou mais do que um mero pugilista simplório. O que seu filme celebrava era o triunfo do espírito humano e da iniciativa individual contra todas as condições adversas. E é justamente isso que enerva os esquerdistas. Muitos deles não conseguem conter a raiva e o profundo desprezo pelo filme. […]

Continue lendo este ótimo artigo: Por que os esquerdistas odeiam o Rocky Balboa?



[ aqui para assinantes do feed ]

[ postado às 01:04:56 ] - [ comente isto ]

Terça-feira, 1 de Abril de 2008
Grupo Capote

3.021 execuções scrobbled na Last.fm

O conjunto musical brasileiro Grupo Capote esteve em atividade durante a década de 1970. Criado pelo cantor e compositor Odair Cabeça de Poeta, também tocava às vezes em parceria com o músico Tom Zé. O repertório misturava ritmos tradicionais nordestinos, como o forró e o maxixe, com os instrumentos eletrônicos e a batida típicos dos grupos de rock, e sobretudo uma boa dose de humor nas letras.
Odair e o Capote gravaram discos como O Forró Vai Ser Doutor (1975) e Rebuliço (1979). Seus componentes incluiam o próprio Odair e o guitarrista Ronaldo Paschoa.


Embora não exista mais, o Capote ganhou a atenção dos internautas brasileiros: sua canção Feira da Fruta foi a música-tema de uma sátira de super-heróis conhecida como “Filme do Batiman” ou “Batiman Feira da Fruta”, gravada em 1981 e redescoberta e difundida pela internet desde 2003.

[ Fonte: Last.fm ]

Feira da Fruta (Odair Cabeça de Poeta e Grupo Capote)

Entrei na feira da fruta
Pra ver o que a feira da fruta tem
Tinha laranja, morango e banana
Só não tinha a jaca do meu bem

Feira da fruta é a feira mais cara
Aonde só dá pilão
Tem a feira tamanho família
Tem até a feira do melão

Feira da fruta hey!
Feira da fruta ha!
Feira da fruta hey!
Feira da fruta ha!
Feira da fruta hey!
Feira da fruta ha!


Capa do disco do Grupo Capote
Maior realização deste grupo musical: servir de trilha sonora para o “Filme do Bátima”

[ postado às 00:04:44 ] - [ comente isto ]


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