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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
Manual do "intelequitual" brasileiro
Como posar de pessoa “sensata”, “neutra” e “moralmente superior”, fazendo com que 99,999% dos brasileiros acreditem que tu é exatamente isso que tu está querendo fazer passar? A lista a seguir está dez anos desatualizada, mas está valendo: faça um blógue hoje mesmo (se é que tu ainda não tem) e siga religiosamente estas 11 dicas.
“[…] 1. O tom certo é queixoso, de modo geral, contra a sociedade e contra a realidade, mas não pode cair no negativismo completo e deve permanecer soft o bastante para poder fazer coro com as campanhas da ética e da cidadania, que requerem um certo otimismo — aquele otimismo capaz de levar as várias classes a se congraçarem para promover fraternalmente a luta de classes. Você não deve falar mal de ninguém, exceto daqueles que a imprensa reservou especialmente para este fim: Collor, Maluf, Quércia, Ricardo Fiúza, os empreiteiros. As demais pessoas famosas devem ser sempre mencionadas como portadoras de qualidades excelsas, de preferência mediante o uso as expressões “pessoa maravilhosa”, “um ser humano muito especial”, etc. De maneira nominal e individualizada, tais expressões aplicam-se a figuras do show business, dos negócios ou da vida cultural, principalmente aquelas que você nunca viu mais gordas mas das quais todo mundo diz essas coisas. De maneira impessoal e coletiva, e a uma higiênica distância em caso de mau cheiro, aplicam-se aos pobres e às vitimas, categoria que compreende os meninos de rua, os sem-terra, os índios, os garotos e garotas de programa, os líderes do Comando Vermelho, as mulheres em geral e sobretudo aquelas que estão doidinhas para abortar, os cantors negros que vendem cinco milhões de discos, os gays e lésbicas, o Betinho, o candidato presidencial Luís Inácio Lula da Silva e alguns bicheiros cuja origem popular conta mais que seus saldos bancários; excluem-se dela, porém, aqueles pentelhos que querem tomar conta do nosso carro e, de modo geral, os pedintes (os letrados sempre foram contra dar esmolas na rua; antes, porque atrasava a revolução; agora, porque acham um acinte esses sujeitinhos apelarem à caridade individual e apolítica dos transeuntes, boicotando a campanha do Betinho). Se por acaso você está na frente de uma câmera de TV, não há limites para o emprego da expressão “pessoa maravilhosa”: mas se lhe ocorre usá-la com relação a alguém nunca foi chamado assim, faça isso logo, antes que o próximo entrevistado o faça.
[Nota: a partir daqui começa a ficar realmente divertido.]
2. Se entrar numa disputa verbal, exponha suas crenças com forte convicção, mas não caia na esparrela de tentar provar que são verdadeiras. Caso você não o consiga, será considerado um chato e prolixo. Caso consiga, será odiado como um intolerante e dono da verdade. Sobretudo não use argumentos lógicos de espécie alguma, que são considerados autoritários e repressivos. Experimente alguma coisa mais liberal e progressista, como levantar a voz, fazer caretas e dar pulinhos como José Carlos Martinez Correia ou fazer chantagem emocional, que são considerados meios legítimos e democráticos de persuasão. Caso falhem, recorra à programação neurolingüística, à hipnose ou a alguma outra forma de manipulação subliminar, instrumentos adequados para fomentar a autenticidade nas relações humanas. Qualquer que seja o caso, repita várias vezes, durante a performance, o mote: “Não há verdades absolutas”, e verá que esta idéia deixa as pessoas muito felizes e aliviadas, mesmo porque elas se sentiriam arrasadas caso topassem com alguma verdade que se recusasse a mudar conforme os seus desejos. Se tiver encantos físicos, use-os abundantemente em defesa de suas teorias: eles são um dos mais fortes argumentos entre as pessoas cultas. Se não conseguir persuadir ninguém, pelo menos adquirirá uma fama de sedutor, palavra que, embora designe um crime previsto no Código Penal (Art. 217), se tornou, talver por isto mesmo, um dos mais altos elogios que se pode fazer a alguém nos círculos intelectuais.
3. Quaisquer idéias conservadoras ou que tenham a fama de sê-lo devem ser sempre tratadas como preconceitos, por mais conceptualmente elaboradas que sejam — de modo que a palavra preconceito deixe de designar de modo genérico qualquer julgamento proferido por hábito irrefletido e passe a rotular determinadas idéias em particular, isto é, aquelas que não são muito apreciadas nesse ambiente seleto. Se você aprender a usar direitinho a palavra preconceito, logo as pessoas passarão a concordar automaticamente com tudo o que você disses, pois têm horror a preconceitos.
4. Identifique logo a minoria discriminada a que pertence — pois todo mundo pertence a alguma — e exiba-a como um cartão de ingresso: ela dá direito a ser bem recebido neste círculo. Não venha com essa de que não tem nenhuma. Se você não é preto, nem gay, nem judeu, nem baixinho, nem gordo, nem índio, deve pelo menos ter o peru pequeno. Não precisa sair contando isso pra todo mundo; diga apenas que pertence à categoria dos fisicamente prejudicados, termo recém-desembarcado que impõe o maior respeito.
5. Qualquer que seja a posição social e a origem das riquezas do falante, ele deve dar a impressão de que teria tudo a ganhar e nada a perder com uma revolução comunista. O socialite, pois que os há de montão entre os intelectuais, deve sempre deixar crer que está mais solidário com os sem-terra do que com seus colegas de diretoria do banco.
6. Quando se trate de manifestações culturais, elas devem expressar, sobretudo, essa gama de sentimentos coletivos, e nada dizer ao público com que ele já não esteja disposto a concordar de antemão. Mas é importante dar a essa pasta homogênea de opiniões concordantes um status de heresia, de desvio, de marginalismo original e não-conformista, para que os ouvintes e espectadores possam todos sentir-se heréticos também, já que a coisa que mais faz um sujeito se sentir solitário e abandonado hoje em dia é ver-se fora da categoria dos excluídos.
7. Em matéria de sexo, deve-se falar a mesma coisa que todo mundo, mas dando sempre a impressão de ser o primeiro a fazê-lo, de estar rompendo com as regras estabelecidas e desafiando com incalculável ousadia a ira do convencionalismo repressor. Se tiver de admitir que é heterossexual, faça-o com discrição. Se mencionar a Aids, que seja num tom de vaga revolta contra o establishment. Caso sinta firmeza, diga algumas palavras contra o Papa, que não deixou nossas mães nos abortarem, o safado.
8. Se alguém lhe perguntar sua religião, opte por uma destas:
- Duendes.
- Nenhuma.
- Afro.
- New Age (importada ou nacional).
- Lair Ribeiro.
- Satanismo light.
Não caia jamais na besteira de dizer que é católico, exceto se tiver fama de comunista, pois aí essa opção extravagante será bem acolhida por todos como saudável manifestação de hipocrisia. Muito do prestígio de Lula provém de as pessoas acharem que ele só é católico por conveniência.
9. Quando puxarem a conversa para o lado literário e citarem alguma obra que você não conhece, afirme resolutamente que ela rompe com as convenções do gênero. Você agradará a todos e não terá a menor possibilidade de errar, pois há meio século não se publica no Brasil uma obra que não rompa novamente com alguma convenção literária do tempo de Walter Scott.
10. No visual, você deve passar uma impressão de saúde, bem estar e riqueza dignos de uma autêntica pessoa maravilhosa, ao mesmo tempo que em palavras sugere ser uma vítima de um mundo mau e sem sentido, onde um Deus maligno nos abandonou sem outro socorro além das camisinhas e da campanha do Betinho.
11. Se lhe perguntarem de economia e política diga uma destas três coisas, ou melhor ainda, todas elas:
- ‘Sou contra a privatização, mas isto não quer dizer que seja a favor da estatização.’
- ‘O socialismo faliu e a solução para o Brasil é o PT.’
- ‘O importante é que o movimento da massa não termine em pizza.’”
(CARVALHO, Olavo de - O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras, 1997; Excerto de Ética do Intelectual Brasileiro ou: Como tornar-se uma pessoa maravilhosa)
Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Meu artigo sobre Propriedade Intelectual
O artigo a seguir foi o meu trabalho final para a disciplina de Ética Profissional, que realizei no semestre passado no meu curso de graduação. A premissa do trabalho era escrever um artigo baseado na leitura do Código de Ética Profissional dos Engenheiros, analisando-o ou criticando-o conforme a experiência do aluno na área que atua.
Gostei muito de fazer este trabalho, pois consegui “enganchar” alguns dos assuntos que mais ultimamente tenho abordado neste blógue. O artigo acabou centralizado no tema da Propriedade Intelectual. Ficou um texto tão didático que qualquer pré-adolescente do ensino fundamental é capaz de compreender, desde que esta pessoa siga o princípio ético da honestidade – algo que alguns PhD beirando a velhice com a qual tenho debatido ultimamente por e-mail não têm e que, portanto, não serão capazes de entender este meu artigo tão básico e elementar.
Gostaria que meus leitores dedicassem uma atenção mais especial do que um artigo qualquer deste blógue. Podem recomendá-lo a outras pessoas, ou até mesmo copiá-lo em outros lugares, desde que a fonte e o autor sejam citados.
A nota que obtive neste trabalho foi um surpreendente 9,50. O link para a versão de documento em PDF para impressão está aqui.
Vamos lá.
…
CRÍTICA AO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS ENGENHEIROS
Marcos Ludwig[1]
Este artigo objetiva demonstrar de que forma as prováveis interpretações equivocadas do Código de Ética Profissional dos Engenheiros podem ferir o direito de propriedade privada, manifesto aqui pelos conceitos de propriedade intelectual e de propriedade industrial.
Como parte inicial do artigo, é importante definir o que se entende por propriedade intelectual e por propriedade industrial. A Convenção da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) define a propriedade intelectual[2] da seguinte forma:
a soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e científicas, às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas instrumentistas, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão, às invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comerciais e de serviço, bem como às firmas comerciais e denominações comerciais, à proteção contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, científico, literário e artístico.
Já de acordo com a definição da Convenção de Paris de 1883, propriedade industrial é definida como[3]
o conjunto de direitos que compreende as patentes de invenção, os modelos de utilidade, os desenhos ou modelos industriais, as marcas de fábrica ou de comércio, as marcas de serviço, o nome comercial e as indicações de proveniência ou denominações de origem, bem como a repressão da concorrência desleal.
Não é preciso ir muito longe para demonstrar que essas definições têm relação com os profissionais de engenharia. Mesmo assim, cabe argumentar. O engenheiro é o profissional que aplica os conhecimentos científicos e técnicos e a experiência prática para exploração dos recursos naturais, para o projeto e construção e operação de objetos úteis e para o planejamento urbano e ambiental. É figura importante para as indústrias de transformação, e se utiliza de trabalho intelectual para realizar seu papel na produção de produtos comercializáveis e prestações de serviços.
Uma empresa que emprega engenheiros para produção de bens também emprega outros trabalhadores e especialistas, cada um agindo em ações cooperadas de acordo com o princípio da divisão do trabalho. Todos esses profissionais trocam, voluntariamente, seu tempo livre e as habilidades produtivas de seus talentos individuais por salários proporcionais. Já o empresário “é responsável por assumir um risco pela incerteza do futuro, e antecipa parte dos ganhos aos trabalhadores, através de salários fixados independente do lucro do negócio. Em outras palavras, os empresários estão reduzindo as incertezas dos trabalhadores, definindo a priori seus ganhos, enquanto o resultado dos acionistas é totalmente incerto, podendo variar de um prejuízo que leva à bancarrota até um lucro extraordinário.”[4] Assim, nada é mais justo e natural do que a propriedade sobre os meios de produção ser centralizada na empresa.
Nos trabalhos de engenharia, desenvolvem-se muitas técnicas novas, inovações tecnológicas e novos conhecimentos e aprendizados sobre ferramentas, e é gerada muita pesquisa e novos procedimentos técnicos inerentes à atividade principal da empresa. São executadas fórmulas químicas, cálculos matemáticos, códigos-fontes de programas para computador, desenhos técnicos, esquemas eletrônicos e uma infinidade de trabalhos intelectuais. Enfim, é gerada toda uma base de conhecimentos internos, de forma que se torna interessante, para a empresa, não expor esses conhecimentos ao público para evitar que seus concorrentes desenvolvam um serviço de qualidade igual ou superior, e implicitamente de menor custo. E é justamente essa a estratégia dominante na indústria de transformação: procurar manter “segredo” ao mundo fora da empresa sobre esse conhecimento interno, pelo menos momentaneamente. Essa é a forma como se manifestam as propriedades industrial e intelectual na engenharia[5], e essa é uma das formas como empresas se protegem de fracassos comerciais que podem levá-las à falência. Portanto, o engenheiro, como todo bom empregado, deve ter plena consciência do valor intrínseco de tais propriedades e do direito a elas, sem se render a sentimentos de inveja e ressentimentos de ambições frustradas.
Traçado este panorama, destacam-se os seguintes itens que constam no artigo nono do “Código de Ética Profissional da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia”[6]:
Artigo 9° No exercício da profissão são deveres do profissional: I) ante o ser humano e a seus valores: a) oferecer seu saber para o bem da humanidade; b) harmonizar os interesses pessoais aos coletivos; […] d) divulgar os conhecimentos científicos, artísticos e tecnológicos inerentes à profissão; […] III) nas relações com os clientes, empregadores e colaboradores: […] b) resguardar o sigilo profissional quando do interesse de seu cliente ou empregador, salvo em havendo a obrigação legal da divulgação ou da informação;
A análise cuidadosa de tais itens (principalmente os itens I-a, I-d e III-b) revela que há um determinado nível de contradição entre eles. Esclarecendo: as palavras “oferecer” e “divulgar” estão diametralmente opostas às recomendações da palavra “resguardar” (proteger), dado o amplo espectro de itens que podem ser interpretados pelas palavras “conhecimentos” e “saber”. Pessoas com bom discernimento sabem que há uma abissal diferença entre a divulgação de segredos industriais e a divulgação de conhecimento acadêmico, apesar de haver uma fina linha que os separa. No entanto, existem pessoas cujas interpretações confusas podem levá-las a um falso dilema ético, fazendo-as pensar que seu empregador ou elas próprias estão cometendo uma atitude antiética de acordo com preceitos pessoais oriundos de uma educação moral defeituosa e da leitura desatenta do referido código de ética.
As confusões citadas no parágrafo anterior podem parecer absurdas, mas se observa que na realidade elas são mais freqüentes do que se poderia esperar. A ambigüidade de interpretação a que dá margem a redação de códigos de ética e de outros textos como esses, assim como a própria inconsistência da mentalidade do trabalhador médio, são alguns dos pontos fracos que permitem isto. São exatamente nestes pontos que pessoas pérfidas, como forma de obter poder político e justificar abusos estatais, disseminam ideologias coletivistas que põem em dúvida a validade do direito à propriedade. (Teóricos ultrapassados como Jean-Jacques Rousseau e Karl Marx afirmavam que a origem das desigualdades sociais estava ligada ao direito à propriedade privada[7]. A história do século XX nos provou que a abolição desse direito só trouxe morte, fome, miséria e destruição.) O ataque à propriedade intelectual parece ser a ordem desse novo tipo de “coletivismo” do século XXI – nenhuma surpresa, se considerado que esta mesma época já é conhecida como a “era da informação”.
Um claro exemplo de abuso estatal à propriedade intelectual foi a quebra de patente de um medicamento utilizado no tratamento da AIDS anunciada pelo governo brasileiro recentemente[8]. Embora a promessa seja de efetivamente poupar milhões de reais ao governo, a atitude ameaça a capacidade das indústrias farmacêuticas de desenvolver novos remédios. Essa notícia, além de chocar por si só, também se destaca pelas opiniões geradas pela imprensa local, normalmente favoráveis ao abuso.
Outro fenômeno observável é o advento da “pirataria”: produtos sendo montados descaradamente iguais aos originais, normalmente com material mais barato, e sendo largamente vendidos por preços mais baixos, assim como a venda de cópias não-autorizadas de softwares e obras fonográficas e audiovisuais. A “pirataria” é uma reação típica de países pobres, onde o poder aquisitivo é muito baixo, o que incentiva essa ação. Mas, apesar disso, o que surpreende é a naturalidade com que a média da população encara tal atitude: com uma total ausência de culpa e inconsciência da transgressão moral que isso significa.
Sugere-se, como modo de melhorar a compreensão do Código de Ética Profissional dos Engenheiros, a atribuição de uma explícita hierarquia de valores aos itens destacados, de forma a erradicar a formação de falsos dilemas éticos e a confusão de informações. É óbvio que é legítima a preocupação em tornar público o conhecimento gerado pelas ações humanas; no entanto, achar que isso deve se sobrepor à necessidade urgente de transformação do capital intelectual por empresas não passa de tolo romantismo. É a visão do lucro que torna possível o avanço tecnológico, incentiva a criação de novas idéias e inventos e, conseqüentemente, distribui riquezas de forma verdadeiramente justa e gera mais conforto e prosperidade ao homem médio moderno. Parafraseando o economista Murray N. Rothbard, negar tais fatos é como se revoltar contra a própria natureza[9].
[1] Licença de publicação: Para este artigo, o autor concede os seguintes direitos à qualquer pessoa física:
- A copiar e distribuir o conteúdo integral deste artigo em mídias não-comerciais;
- A utilizar trechos deste artigo como citação para servir de referência a outros trabalhos não-comerciais.
Dentro da única condição: a pessoa deve atribuir este artigo de maneira específica ao autor original e com o endereço da internet da fonte, de maneira que não sugira que o autor venha a endossar o uso que venha a ser feito do artigo.
Observações:
- Estes termos aqui listados não se extendem ao trabalho que utilizar este artigo como referência bibliográfica (isto é, o uso do direito número 2);
- Em caso de querer utilizar este artigo para fins comerciais, o autor pode ser contatado para estabelecer termos especiais;
- O autor original conserva o seu direito de poder alterar estes termos no futuro.
[2] http://www.wipo.int/about-ip/en/
[3] http://www.wipo.int/treaties/en/ip/paris/trtdocs_wo020.html#P71_4054
[4] Citação de CONSTANTINO, Rodrigo; O Milagre do Emprego (artigo em http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2007/06/o-milagre-do-emprego.html )
[5] Quanto a validade de Patentes e Direitos Autorais, conceitos sutilmente diferenciados, convém deixarmos para outro debate.
[6] http://www.creaes.org.br/codigo_etica.pdf (grifos meus)
[7] Assim disse Jean-Jacques Rousseau em seu Discurso sobre a origem da desigualdade entre homens (1755): “O primeiro homem que, cercando um pedaço de terra, teve a idéia de dizer ‘isso é meu’ e encontrou gente simples o suficiente para acreditar nele foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassinatos; quanta miséria e quanto horror teriam sido poupados à raça humana se alguém arrancasse as estacas, tapasse os buracos e gritasse para os companheiros: ‘Cuidado, não dêem ouvidos a este impostor. Estarão perdidos se esquecerem que os frutos da terra a todos pertencem e que a terra não é de ninguém!’”
[8] http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u134994.shtml
[9] Demais bibliografias de apoio:
- MISES, Ludwig von. Liberalismo segundo a tradição clássica.*
- MISES, Ludwig von. A mentalidade anticapitalista.*
- ROTHBARD, Murray N. Egalitarianism as a revolt against nature and other essays.*
- RIDDLEY, Matt. Origens da virtude: um estudo biológico da solidariedade.
- MARQUES, Jorge Luiz Giulian. A engenharia e o capital intelectual, artigo publicado na edição 26 da revista Conselho em Revista do CREA-RS, em Outubro de 2006.
(http://saturno.crea-rs.org.br/crea/pags/revista/26/index.htm)
* Livros disponíveis para download gratuito e legal no sítio http://www.mises.org (em inglês).
Fonte: www.sentinelas.org/reinada
Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
"Construindo um novo Brasil"
Confira as últimas notícias do 3° Congresso do Partido dos Trabalhadores (ou “Notícias que serão ignoradas pela Zero Hora, Jornal Nacional, etc”):
Congresso aprova esolução sobre política internacional
Os delegados aprovaram por unanimidade resolução da Secretaria de Relações Internacionais do PT sobre a Política Internacional do partido. O documento apresenta uma avaliação do cenário político mundial desde os anos 80 e propõe uma série de prioridades para os próximos anos. Entre essas prioridades, o Congresso apontou algumas fundamentais, como a Mobilização Internacional em 26 de janeiro de 2008,convocada pelo Fórum Social Mundial (FSM); a realização do FSM em 2009, na cidade de Belém (PA); a realização do XIV e XV encontros do Foro de São Paulo, em Montevidéu, no ano que vem e na Cidade do México em 2009, além das eleições que ocorrerão em vários países da América Latina e Caribenha até 2010 e a ampliação das relações com a África.
3/9/2007 - 10:28
Partido reafirma caráter socialista,democrático e popular
O PT conclui na tarde deste sábado (1), segundo dia do 3º Congresso Nacional, as votações sobre o tema “Socialismo Petista“. A resolução final, definida após os debates das emendas ao texto-base aprovado ontem, reafirma o caráter socialista, democrático e popular do partido. Um clima de unidade e de consenso marcou as discussões em torno da votação das emendas apresentadas, algumas resultantes de fusões e readequações aos textos originais. Do total emendas apresentadas ao plenário após um longo processo de acordos, apenas três foram reprovadas pelos delegados. A maioria das aprovadas foi fruto de acordo entre os representantes do Construindo um Novo Brasil e os signatários das propostas, onde prevaleceu o diálogo. As emendas aprovadas foram incorporadas ao texto aprovado, mediante proposta de uma nova redação ou de adaptação dos textos. O texto final ainda está sendo revisado e será publicado no site assim que estiver concluído.
3/9/2007 - 10:35
Fonte: Site do PT (clique nos respectivos links dos títulos. Obs: as notícias foram copiadas ipsis literis, com os erros ortográficos que até agora não foram corrigidos. Os grifos e links para material relativo são meus).
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Leia no Mídia Sem Máscara: O III Congresso do PT. (Resumo: Quem define em quais países e em que datas devem ser realizados os encontros do Foro de São Paulo – uma entidade que, para muitos, “não existe” - é o Partido dos Trabalhadores).
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Notícia extra: PT perde um dos aliados do Foro de São Paulo. (Resumo: O Exército colombiano anunciou nesta segunda-feira ter matado um dos principais líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Tomás Medina Caracas, também conhecido como “El Negro Acacio”).
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Boa sorte e boa noite!
Terça-feira, 4 de Setembro de 2007
Domingo, 2 de Setembro de 2007
Free Download Manager
Resumo: Recomendo muito, mas muito, o gerenciador de downloads gratuito Free Download Manager, principalmente a usuários de conexões inferiores a 1Mbps.
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Gerenciadores de download são softwares que fizeram história na época das conexões por linhas discadas (dial-up), quando tínhamos que baixar nossos pobres arquivinhos de poucos megabytes a doses de conta-gotas por horas. Eram extremamente úteis em cenários como esse, e o GetRight era entre eles o mais famoso.
Com o aumento da capacidade de banda de transmissão de dados no Brasil, hoje em dia o que se têm para baixar pela web vêm muito rápido, e tudo que demora certo tempo é gerenciado pelos próprios softwares P2P (compartilhamento de arquivos), já que estes ficaram encarregados dos arquivos grandes.
Dessa forma, considerando ainda que no caso do GetRigth se tratava de um software comercial (isto é, envolvia custo para usá-lo), gerenciadores de download acabaram caindo no esquecimento. Isso foi bem assim para mim, até que, pela indicação de um colega, descobri o Free Download Manager.
O Free Download Manager é um software de licença pública (cujo atributo mais importante disso é ser “de graça”, como banheiros públicos e hospitais do governo), com funcionalidades muito similares ao GetRight e afins. A funcionalidade que mais achei atraente foi a “turbinação” do download, separando o arquivo em partes para ser baixado em no máximo quatro conexões, sempre que isso for permitido pelo servidor do arquivo. Aliando-se ao fato de ser gratuito, aumentar a velocidade do download significativamente e ainda garantir que o download poderá ser parado e continuado, o software acaba ganhando méritos em ser utilizado mesmo no atual cenário de conexões por cabo (me refiro a taxas de transmissão superiores a 1Mbps).
Para arquivos muito pequenos (da ordem de poucas unidades de megabytes), o FDM não fará diferença. Mas assim que surgem arquivos maiores que 10 megabytes, ele começa a ser essencial. Por exemplo, quando precisei baixar as imagens de DVDs de instalação das versões beta do Windows Vista e de algumas distribuições Linux que eu estava testando, o tempo poupado foi grandioso. Já para arquivos de vídeos, o download vêm em poucos segundos, sempre otimizando a utilização da banda disponível ao máximo.
Baixe o Free Download Manager aqui, ou na figura abaixo.
OBS: esta “propaganda” do Free Download Manager é uma retribuição minha ao bom trabalho dos programadores deste software, que tiveram a generosidade de oferecê-lo de graça. Eles incentivam que os usuários propaguem o uso dele. É o que estou fazendo agora, como gratidão, depois de praticamente um ano utilizando-o.

rei nada ::: um weblog editado por Marcos Ludwig.
[ a cópia do conteúdo apresentado é permitida. a citação da fonte é arbitrária,
embora seja considerada um ato ético e de boa educação. ;-) ]
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