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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Uma verdade inconveniente[*]

O Canal 4 britânico produziu um documentário devastador intitulado “A Grande Fraude do Aquecimento Global. Ele não foi, ao que parece, exibido por nenhuma das redes de televisão nos EUA. Mas, felizmente, ele está disponível na Internet.

Eminentes cientistas, especialistas em clima e em áreas relacionadas ao clima, falam em linguagem simples e apresentam gráficos bastante compreensíveis que mostram o contra-senso da histeria do aquecimento global.

Dentre os cientistas, se incluem alguns do MIT e outros das melhores universidades de outros países. Alguns desses são cientistas cujos nomes são citados em publicações que promovem o aquecimento global – mas que afirmam claramente que nunca escreveram o que essas publicações descrevem e que não as aprovam.

Um dos cientistas ameaça processar uma das publicações, a menos que seu nome seja retirado de lá. (…)”

[ extraído do texto original de Thomas Sowell traduzido em português. ]

Links para A Grande Fraude do Aquecimento Global[**] no YouTube, com legendas em português-brasileiro, em nove partes:

[ Parte 1 ] [ Parte 2 ] [ Parte 3 ] [ Parte 4 ]
[ Parte 5 ] [ Parte 6 ] [ Parte 7 ] [ Parte 8 ] [ Parte 9 ]

PS: Recomenda-se que se assista o documentário INTEIRO antes de sair clicando nos “comentários” e me enviar um e-mail. E-mails histéricos serão ignorados. E-mails sem argumentações consistentes serão tratados com a minha típica irreverência. ;-)

As pessoas normalmente têm se confundindo achando que há uma negação ao fenômeno do Aquecimento Global. Cabe lembrar que ninguém está questionando se o planeta Terra está aquecendo. A dúvida paira é sobre às CAUSAS do aquecimento global.

[*] Acho que nunca um título de filme-documentário (”porcumentário”) foi tão reutilizado contra ele próprio.
[**] Do original em inglês The Great Global Warming Swindle.

[ postado às 00:06:02 ] - [ comente isto ]

Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Dias de risco em Sistemas Operacionais - 2006

Um novo artigo do analista de segurança da Microsoft Jeff Jones foi publicado esta semana no site CSOOnline, desta vez relacionando vários sistemas operacionais e o número médio de dias em que estes tiveram vulnerabilidades expostas sem terem correções no ano de 2006.

Mais uma vez, o resultado contraria totalmente as expectativas dos “analistas” médios da “blogosfera” e da imprensa brasileira.

Gráfico DoR SOs 2006
[ clicai na imagem para dar ZOOM ]

E pra quem torcer o nariz só por que o cara trabalha para a Microsoft, no mesmo artigo é exibido o método utilizado, para que você mesmo possa calcular o resultado, e quem sabe refutar o que demonstra o artigo. Há também outros gráficos e considerações bastante interessantes.

Leia mais sobre no post do Jeff Jones.

Posts relacionados: Os primeiros 90 dias do Windows Vista, informações fora do campo de distorção da realidade.

[ postado às 01:06:51 ] - [ comente isto ]

Brazil == NY

Vejam que interessante este mapinha:
[ “Estados americanos renomeados como países de PIB similares” ]

[ postado às 00:06:09 ] - [ comente isto ]

aos leitores fumantes (e não-fumantes, também)

Recomendo a leitura dos seguintes textos de Walter E. Williams, traduzidos e hospedados pelo meu amigo Antônio Emílio A. de Araújo. Ambos estão relacionados ao tabagismo.

[ Ciência espúria e políticas públicas ]

[ Economia e o ato de fumar ]

[ postado às 00:06:32 ] - [ comente isto ]

Terça-feira, 12 de Junho de 2007
dever de casa para os seletos leitores do Rei Nada

Passos:

1. Procure no Google Brasil o termo “PLC 122/2006″ (assim desse jeito mesmo, com aspas);

2. Leia alguns dos artigos que esta busca retornará;

3. Não subestime o teor destes artigos. Isto muito provavelmente dirá respeito à você; 

4. Se tiver alguma dúvida ou quiser debater a respeito, envie-me um email (clique nos comentários).

Depois ninguém venha me dizer que eu não avisei. ;-)

PS: Com preguiça de seguir o passo 1? Clique aqui. O resto agora é com você, meu querido.

[ postado às 00:06:48 ] - [ comente isto ]

Domingo, 10 de Junho de 2007
Monopólios (II)

7. Cartéis, monopólios e liberalismo

(…) Somente se estabelecem monopólios genuínos por meio do controle da terra ou dos recursos minerais. A idéia de que toda a terra agricultável, existente no planeta, poderia ser consolidada em um único monopólio mundial não merece maiores discussões; os monopólios dos quais trataremos aqui serão os originados do controle de minerais úteis. Os monopólios desse tipo de fato existem, no caso de alguns poucos minerais de menor importância e é possível que, de algum modo, tentativas de monopolizar também outros minerais possam, algum dia, ser bem sucedidas. Isto significaria que os proprietários dessas minas e pedreiras obteriam delas crescentes rendas e que os consumidores limitariam o consumo e procurariam substitutos para os materiais que se tornassem mais caros. Um monopólio mundial de petróleo resultaria numa demanda crescente de energia hidroelétrica, carvão, etc. Do ponto de vista da economia mundial e sub specie aeternitatis (sob o aspecto da eternidade) isto significaria que teríamos que poupar mais do que antes, na utilização de materiais caros, que só podemos exaurir, mas nunca substituir, deixando, então, para futuras gerações uma quantidade deles maior do que a que seria utilizada, no caso de uma economia livre de monopólios.

O bicho-papão do monopólio, que é sempre esconjurado quando se fala sobre o livre desenvolvimento da economia, não nos deve causar inquietação. Os monopólios mundiais realmente possíveis poderiam limitar-se apenas a alguns poucos itens da produção primária. Não se pode saber com facilidade se o efeito do monopólio será favorável ou desfavorável. Aos olhos daqueles que, ao tratarem dos problemas econômicos, sejam incapazes de livrar-se do sentimento da inveja, tais monopólios se tornam perniciosos, pelo simples fato de que rendem a seus proprietários lucros crescentes. Quem abordar esta questão sem preconceitos concluirá que esses monopólios levam a uma utilização mais poupadora daqueles recursos minerais que estejam à disposição do homem em quantidade um tanto limitada. Se alguém de fato inveja o lucro monopolista, poderá, sem perigo e sem ter de esperar quaisquer conseqüências danosas à economia, revertê-lo aos cofres públicos, pela imposição do imposto de renda sobre as minas.

(…) No julgamento das conseqüências dos trustes, cartéis e empresas que forneçam um único artigo no mercado, é erro fundamental falar-se de “controle” do mercado e de “preços ditados” pelo monopolista. O monopolista não exerce qualquer controle nem está em posição de ditar preço. Somente se poderia falar de controle do mercado e de preços ditados, se o artigo em questão fosse, no sentido estrito e mais literal da palavra, necessário à existência e absolutamente insubstituível por qualquer outro. Sem dúvida, isto não é válido para qualquer mercadoria. Não há qualquer bem econômico, cuja posse seja indispensável aos que estejam aptos a adquirí-lo no mercado.

O que distingue a formação de um preço de monopólio da formação de um preço competitivo é o fato de que, sob condições muito especiais, é possível para o monopolista colher um lucro maior da venda de uma quantidade menor, por um preço maior (que se chama preço de monopólio) do que pela venda ao preço que seria determinado pelo mercado, se um número maior de vendedores estivesse em concorrência (preço competitivo). A condição necessária para o surgimento de um preço de monopólio é aquela em que a reação dos consumidores ao aumento de preços não envolve queda acentuada da demanda, capaz de impedir um lucro total maior, proveniente de menor volume de vendas a preços mais altos. Se, de fato, for possível chegar a uma posição monopolística no mercado e utilizá-la para se obterem preços de monopólio, então se produzirão lucros mais altos do que a média no setor industrial em questão.

Pode ocorrer que, a despeito desses lucros mais altos, novas empresas do mesmo tipo não entrem em operação por medo de que, após reduzir o preço de monopólio a um preço competitivo, este não se mostre lucrativo.

Não obstante, deve-se levar em conta a possibilidade de que indústrias correlatas, que estejam em condições de iniciar a produção do artigo cartelizado a um custo relativamente pequeno, possam surgir como concorrentes. De qualquer modo, as indústrias que produzam mercadorias substitutas estarão imediatamente aptas a garantir para si as circunstâncias favoráveis à expansão de sua própria produção. Todos esses fatores em conjunto tornam extremamente rara a possibilidade de surgir um monopólio, numa indústria de transformação, que não esteja baseada no controle monopolístico de determinadas matérias-primas.

(…) Não se trata só de enorme exagero, mas de incompreensão dos fatos, dizer-se, como hoje se diz, que a formação de monopólio tenha eliminado o pré-requisito essencial da realização do ideal liberal de uma sociedade capitalista. Toda vez que se volta ao problema do monopólio, chega-se sempre ao fato de que somente são possíveis preços de monopólio onde haja controle de recursos naturais de determinado tipo ou onde decretos legislativos e sua administração criem as condições necessárias para sua formação. No livre desenvolvimento da economia, com a exceção da mineração e de setores correlatos de produção, não há a tendência à exclusão da concorrência. De modo algum se justifica mais a objeção comumente levantada contra o liberalismo que dá conta de que não mais prevalecem as condições de concorrência, tais como existiam à época em que se desenvolveram a economia clássica e as idéias liberais. Umas poucas exigências liberais (isto é, livre comércio entre as nações e dentro delas) precisam ser cumpridas para que se restabeleçam tais condições.

(MISES, Ludwig von; Liberalismo segundo a tradição clássica - 1927. Excerto do capítulo II - Política Econômica Liberal)

[ postado às 16:06:48 ] - [ comente isto ]

explicando Monopólios a quem tem idade mental de 12 anos (ou QI igual a 12)

Um exemplo de termo econômico tão comumente mal empregado nos meios de comunicação brasileiros é a palavra Monopólio. É apenas uma das inúmeras evidências do quanto a mentalidade marxista está impregnada na nossa cultura.

Não faz muito que me prestei a dirigir uma correspondência à redação do Terra para fazer um pedido de retificação de uma má utilização deste termo em uma manchete. Fiquei extremamente surpreso ao receber uma resposta me avisando de que a correção havia sido feita por minha causa.

Usando as minhas toscas e rápidas palavras, monopólio é simplesmente ausência de concorrência — você vende um determinado produto e mais ninguém. Basta haver um concorrente, e isso já não é monopólio, não importando nem um pouco se por acaso você fornece a 99,99% do mercado.

Os dois “artigos” que vem a seguir procuram esclarecer melhor esta questão. São transcrições de bibliografias, como normalmente faço por aqui. O primeiro é o verbete do Dicionário Online Priberam, e o segundo é um artigo do meu economista favorito Ludwig von Mises.

Banco Imobiliário
O jogo “Banco Imobiliário” se chama “Monopoly” na versão original.
O objetivo é eliminar todos os outros jogadores levando-os
à falência financeira, sem necessariamente obter o monopólio
de todos os terrenos.

[ postado às 16:06:09 ] - [ comente isto ]

Sexta-feira, 1 de Junho de 2007
Pin Ups

Hoje vou dar um tempo nos meus assuntos que se tornaram tão normais (e que são tão mais relevantes) por aqui (Política? Economia? Software? Operation mindfuck?), e vou falar um pouco de música.

Pin Ups foi a primeira banda do indie-rock (independente, rock alternativo, guitar band) brasileiro que conheci, e foi através de alguns clipes na MTV. Metade dos integrantes trabalham na MTV, e já trabalhavam na época. Então, vê-los por lá, volta e meia nas madrugadas e no extinto (e ótimo) programa Lado B MTV, não era surpreendente.

Não que eles não merecessem o espaço. Era uma banda muito boa, mesmo, de verdade. E foi através dela que eu fui me dar conta do universo tão diverso de música que estava “escondida” no underground. Foi aí que comecei a catar feito louco catálogos de distribuidoras independentes atrás de discos de bandas idem.

Isso foi em 2000, e naquela época, banda independente com mp3 na internet era coisa rara. Eu peguei esse “mercado” bem na hora que começou a conversão das fitas, CDs e fanzines de papel para o material digital de hoje em dia (sítios virtuais, e, claro, mp3).

Pois bem, Pin Ups acabou lá por 2001, e sendo da geração de bandas anterior à “cena” atual, acabaram deixando pouquíssimos rastros na rede mundial. Por isso mesmo, encontrar material da banda para escutar é tarefa realmente difícil.

No entanto, descobri estes dias um blógue que tornou disponível os três CDs lançados pela banda: a famosa trilogia cinematográfica Jodie Foster (1995), Lee Marvin (1997) e Bruce Lee (1999). (Os dois primeiros eu ainda tenho em CD aqui, sendo que o terceiro eu já tive e perdi).

Jodie Foster é o melhor de todos, com a antiga formação que contava com um vocalista masculino, o Luís Gustavo. Nos álbuns seguintes, a formação é diferente com o vocal da baixista Alê Briganti (atual Lava).

Bom, seguem aí os links retirados do meio desligado:
[ MP3s para download dos discos Jodie Foster, Lee Marvin e Bruce Lee da banda Pin Ups ]

E alguns vídeos raríssimos (o ao vivo lembro de ter visto na MTV):
[ Videos raros do Pin Ups ]

E se tu ficar mesmo interessado em conhecer mais da banda, aqui está uma das mais completas biografias que já achei na internet:
Biografia dos Pin Ups ]

[ postado às 00:06:22 ] - [ comente isto ]


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