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Sábado, 24 de Março de 2007
Os primeiros 90 dias do Windows Vista

O analista de segurança da Microsoft Jeff Jones publicou em seu blogue o resultado da análise dos primeiros 90 dias do Windows Vista. Para contextualizar, ele comparou os números de vulnerabilidades dos primeiros 90 dias de outros sistemas, incluindo entre eles o Windows XP, três “sabores” de Linux e o MacOS X. O gráfico abaixo impressiona.

Vulnerabilidades OSs 90 dias
[ clicai na imagem para dar ZOOM ]

Diante destes FATOS, podemos concluir o seguinte:
1. O pior caso entre o modelo de desenvolvimento de software proprietário (o MacOS X, apesar do kernel ser aberto) tem menos da metade das vulnerabilidades do melhor caso do modelo de desenvolvimento Open Source. Ou seja: código aberto não é (e nunca foi) garantia de maior segurança;
2. Apesar de toda a má reputação da Microsoft, o Windows XP teve metade das vulnerabilidades do MacOSX no mesmo período;
3. O Windows Vista é o sistema operacional que menos apresentou vulnerabilidades. Uma notável evolução;
4. Se algum dia eu tivesse dito que o Linux tem menos bugs, eu estaria morrendo de vergonha agora por ter participado de uma grande MENTIRA. Agora, imaginem por um momento se o Red Hat Linux tivesse 95% de participação do mercado como o Windows tem: garanto que qualquer caos imaginado terá sido pouca coisa.

Já como era de se esperar, nos comentários do post, um comentarista anônimo diz o seguinte:

You work for Microsoft and both of Microsoft’s OSs come in #1 and #2 as the two most secure out of the gate?
Suspicious to say the least…

Notem a categoria com que Jeff Jones responde:

Great, I am glad you are suspicious. Now, take that suspicion and act on it! Check the numbers, do some analysis. Validate for yourself how many vulns are disclosed and unfixed on most Linux distros. See if you can identify some other vulns that have been disclosed in Vista that I missed.
I look forward to hearing about your results.
Best regards ~ Jeff

Essa é a diferença entre dizer algo apenas baseado na FÉ da sabedoria convencional e uma verdade científica mensurável: ela te desafia por uma refutação, enquanto que a primeira não admite questionamentos. Alguém aí é capaz de provar o contrário? ;-)

Leia mais no post do Jeff Jones.

Já numa notícia estranhamente esquecida pela mídia brasileira, a Symantec divulga uma pesquisa onde afirma que o “Windows teve o menor número de remendos e o menor tempo médio de desenvolvimento de atualizações dos cinco sistemas operacionais monitorados nos últimos seis meses de 2006.” O número de vulnerabilidades dos “sabores” de Linux analisados foi tão escandaloso quanto os apresentados pelo gráfico acima.

O link abaixo leva à notícia omitida pela imprensa brasileira:
[ Internet News: Surprise, Microsoft Listed as Most Secure OS ]

Talvez o Rei Nada esteja sendo o primeiro veículo brasileiro a divulgar esta notícia. :-)

[ postado às 23:03:10 ] - [ comente isto ]

Terça-feira, 13 de Março de 2007
meritocracia

A Aristocracia do Mérito

(…) Ao que diz “igualdade ou morte”, a natureza replica “a igualdade é morte”. Aquele dilema é absurdo. Se fosse possível um constante nivelamento e se houvessem sucumbido todos os indivíduos diferenciados, os originais, a humanidade não existiria. Não teria podido existir como termo culminante da série biológica. Nossa espécie saiu das precedentes como resultado da seleção natural. Só há evolução onde se podem selecionar as variações dos indivíduos. Igualar todos os homens seria negar o progresso da espécie humana. Negar a própria civilização. (…)”

(INGENIEROS, José; O Homem Medíocre - 1913. Excerto do capítulo VII - “A Mediocracia”)

[ postado às 23:03:55 ] - [ comente isto ]

patriotismo

A Pátria

(…) Quando não há Pátria, não pode haver sentimento coletivo de nacionalidade — inconfundível com a mentira patriótica explorada em todos os países pelos mercadores ou militaristas. Só é possível, à medida que se marca o ritmo uníssono dos corações para um nobre aperfeiçoamento, e nunca para uma ignóbil agressividade que fira o sentimento de outras nacionalidades.

Não há maneira mais baixa de amar a Pátria que odiando as pátrias de outros homens, como se todas não fossem igualmente dignas de engendrar em seus filhos iguais sentimentos. O patriotismo deve ser emulação coletiva, para que a própria nação ascenda às virtudes de que outras melhores dão exemplos. Nunca deve ser inveja coletiva que faça sofrer pela superioridade alheia e mova a desejar o deslocamento dos outros até seu próprio nível. Cada Pátria é um elemento da humanidade. O desejo de dignificação nacional deve ser um aspecto de nossa fé na dignificação humana. Toda raça ascende a seu mais alto nível como Pátria e, pelo esforço de todos, remontará o nível da espécie, como humanidade.

Enquanto um país não é Pátria, seus habitantes não constituem uma nação. O zelo da nacionalidade só existe nos que se sentem em comunhão para perseguir o mesmo ideal. Portanto, é mais profundo e pujante nas mentes conspícuas. As nações mais homogêneas são as que contam com homens capazes de sentir e de servir esse ideal. A exígua capacidade de ideais impede os espíritos grosseiros de ver no patrimônio um alto ideal. Os trânsfugas da moral, alheios à sociedade em que vivem, não o podem conceber. Os escravos e os servos têm apenas um país natal. Só o homem digno e livre pode ter uma Pátria. (…)”

(INGENIEROS, José; O Homem Medíocre - 1913. Excerto do capítulo VII - “A Mediocracia”)

[ postado às 23:03:18 ] - [ comente isto ]

Segunda-feira, 12 de Março de 2007
“linha da pobreza”, antiglobalização e mais antiamericanismo

“(…) Na arte de manipular termos incompreensíveis, ou pelo menos cujo sentido não se explica, a expressão “linha da pobreza” ocupa lugar privilegiado. É difícil encontrar jornais impressos, radiofônicops ou de TV onde não se mencione que percentagem assustadora da população de tal país ou do planeta inteiro “vive abaixo da linha de pobreza”. Mas não dão jamais a definição científica dessa famosa linha.

A linha da pobreza se calcula de acordo com o rendimento mediano em cada país (não médio, mas mediano). Tomando o rendimento que se situa no meio da escala, traça-se outra linha que separa, por sua vez, em duas, a metade de baixo. Estão classificadas como pobres de cada país, todas as residências cujo rendimento se encontre no quarto inferior de toda a escala. É, então, evidente que o “pobre” não tem absolutamente o mesmo nível de vida num país muito rico, onde o rendimento mediano é muito elevado, e num país muito pobre, ou mesmo situado na média do rendimento. O “pobre” americano ou sueco seria um milionário no Nepal. Mesmo sem ir até o Himalaia, e para mencionar os países honrosamente desenvolvidos, ainda que não constando entre os mais ricos, pode-se notar que um americano pobre atual (em torno de oito mil dólares anuais, para um indivíduo isolado) goza de uma renda sensivelmente igual à renda média, correspondendo à abastança ou muito boa, em Portugal ou na Grécia. E o “pobre” americano tem na verdade um rendimento superior, pois caindo “abaixo da linha de pobreza,” ele tem instantaneamente acesso às indenizações e a outras vantagens do welfare. Quanta afirmação enganosa em nome deste conceito tão divulgado quanto nebuloso de “linha de pobreza”!

Difundindo a mentira segundo a qual a globalização empobrece os mais pobres, os contestadores “cidadãos” cumprem uma dupla paixão. Por um lado, a paixão antiamericana, que remonta à Guerra Fria e até mais longe, no passado; por outro, a paixão antiliberal tradicional da esquerda. uma massa flutuante de algumas centenas de milhares de manifestantes compensa assim sua frustração de ter visto malograrem todos os socialismos e todas as revoluções. Estes “revolucionários sem revolução” não têm qualquer programa inteligível que possa substituir a globalização. Sua retórica nem mesmo tem a coerência artificial de ideologias totalitárias do passado. Berrando slogans, dão-se a ilusão de pensar. Devastando cidades e tentando impedir reuniões internacionais, dão-se a ilusão de agir.

O ódio à civilização liberal (…) é, para muitos, a chave da obsessão antiamericana. (…)”

(REVEL, Jean-François; A Obsessão Antiamericana: Causas e Inconseqüências - 2003. Excerto do capítulo 3 - “Ismo” Antiglobal e Antiamericano)

[ postado às 00:03:47 ] - [ comente isto ]

Imagens que não mostraram na novela das oito da Globo

só os vermelhinhos
clicai-vos na imagem acima

(….) Por fim, a visita de Bush serviu para expor uma vez mais todas as incoerências da nossa esquerda. O antiamericanismo está em níveis patológicos no Brasil. A inveja é o grande motivador na maioria dos casos. O sucesso americano é insuportável para aqueles que não conseguem admirar os bem-sucedidos e usá-los como exemplo a ser seguido. Bush serve como o grande bode expiatório para nossos males, pois é mais fácil colocar a culpa em fatores exógenos, não sendo necessário assim olhar para os defeitos próprios. Sem falar que isso interessa muito aos governantes locais. Assim, vagabundos aparecem aos montes para protestar contra Bush, enquanto estavam hibernando durante todos os escândalos de corrupção do próprio governo Lula. Para protestar contra o “mensalão”, estes “defensores da justiça” sumiram, mas para fazer baderna contra o presidente americano todos aparecem como verdadeiras marionetes. É lamentável que muitos ainda acreditem nas “veias abertas” da América Latina, não se dando conta de que seguem apenas o “manual do perfeito idiota latino-americano”.

[ postado às 00:03:12 ] - [ comente isto ]


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