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Domingo, 25 de Outubro de 2009
As palavras “gentis” e “doces” de um “amável” ateísta

Vocês todos sabem que meia-dúzia de pessoas, que não tem utilidade neste mundo, são mais um problema daquilo de que valem. Apenas coloque-os lá e diga: “Senhor ou Senhora, agora você será doce o bastante para justificar a sua existência. Se você não consegue justificar a sua existência, se você não está fazendo esforço o suficiente, se você não está produzindo tanto quanto consome ou preferivelmente mais, então claramente nós não podemos usar uma grande organização da nossa sociedade no propósito de manter você vivo. Porque a sua vida não nos beneficia, e não pode ser muito útil para você mesmo.

[…] Eu apelo aos químicos descobrir um “gás humano”, que matará instantaneamente e sem dor. Que seja mortal, mas humano, não cruel…

(George Bernard Shaw, conforme The Soviet Story )

Depois de dez anos, tal gás seria descoberto. Seria chamado de Zyklon B.
O homem que anteviu sua aplicação prática, Adolf Eichmann, testemunharia dizendo que “graças ao Zyklon B pessoas em Auchswitz morreriam sem dor”. Zyklon B era um gás “humano”.

Bernard Shaw defendeu o extermínio em massa por categoria. Não por categoria racial, mas por categoria social. Os desocupados, os inadequados. Matar os “parasitas da sociedade” era no que o marxismo acreditava.

Ver também: Ateísmo militante anti-cristão e Comunismo ; A estreita ligação entre ateísmo, perseguição anti-cristã, comunismo e assassinatos em massa .

[ postado às 23:10:30 ] - [ comente isto ]

Sábado, 12 de Setembro de 2009
Entrevista para a reportagem sobre o sistema de cotas racistas

A entrevista que fiz abaixo serviu para a jornalista do Portal3 escrever esta reportagem.

Quais os motivos para o teu posicionamento contrário às cotas raciais?

R: O motivo é único e elementar: é uma medida que discrimina cidadãos unicamente por sua origem étnica, concedendo privilégios especiais a um grupo da população apenas usando como critério a duvidosa classificação de “raça”. Perceba que, ao contrário do que afirma a retórica dos que defendem esta política, ela própria é evidentemente discriminatória e racista.

Tu acreditas que a questão é social e não racial?

R: Nem uma coisa, nem outra.

Tu achas que a política de cotas raciais é um reflexo do ensino precário no Brasil?

R: Não. A política de cotas raciais — ou numa linguagem mais esclarecida, cotas racistas — é uma idéia de autores marxistas importada de outros países, onde as reais intenções estão longe de serem boas. Para estes ideólogos, a política de cotas racistas é um instrumento para gerar conflitos entre classes, criar desorganização na sociedade; realizar, nas palavras deles, uma “revolução passiva”, e conceder mais poder a uma casta ínfima e privilegiada de políticos. Para alguns isso pode parecer surpreendente, mas toda a questão se resume a isto: mais poder.

Tu consideras a medida uma “solução” imediata para um problema de desigualdade social e racial, que possui raízes bem mais profundas?

R: Não. Vale a mesma justificativa à pergunta acima.

O sistema de cotas é “injusto” com aqueles que se preparam para o vestibular e podem vir a perder a vaga para um cotista?

R: O sistema de cotas é uma injustiça por si só. Reservar uma cota de vagas à um grupo de pessoas por causa de uma característica física é dar vantagens a este grupo e desvantagens aos que estão excluídos dele. Como o princípio da Justiça é “dar a cada um aquilo que lhe é devido” e isto se refere a méritos individuais, a política do sistema de cotas gera um desequilíbrio, e, portanto, fere este princípio fundamental. O estado, cuja função deveria garantir este princípio servindo a todos os cidadãos de maneira igualitária, acaba preferindo servir mais a uns do que a outros, discriminatoriamente. Tenta-se corrigir injustiças cometidas no passado cometendo novas injustiças. O efeito disto é contrário ao supostamente esperado: mais cedo ou mais tarde gera mais caos e miséria numa sociedade.

[ Portal3: Brasil das cotas ]

[ postado às 02:09:34 ] - [ comente isto ]

Sábado, 5 de Setembro de 2009
Ateísmo militante, imaturidade intelectual

“[…] A história do ateísmo militante é uma sucessão prodigiosa de intrujices. É que o ateísmo, em geral, é uma opção de juventude, prévia a qualquer consideração racional do assunto, e uma vez tomada não lhe resta senão racionalizar-se a posteriori mediante artifícios que serão mais ou menos engenhosos conforme  a aptidão e a demanda pessoal de argumentos. Não se conhece um único caso célebre de pensador que tenha chegado ao ateísmo na idade madura, por força de profundas reflexões e por motivos intelectuais relevantes. Ademais, toda fé religiosa coexiste, quase que por definição, com as dúvidas e as crises, ao passo que o ateísmo militante tem sempre a típica rigidez cega das crenças de adolescente. O ateísmo militante é, por si, um grave sinal de imaturidade intelectual.”

(de CARVALHO, Olavo; O Jardim das Aflições; trecho da nota de rodapé do capítulo V: “A índole do epicurismo”)

[ postado às 21:09:04 ] - [ comente isto ]

Domingo, 23 de Agosto de 2009
Citações feminazistas

Estas são citações reais de uma variedade de feministas / feminazistas da corrente principal, dizendo suas opiniões e posições. O denominador comum é o óbvio e flagrante ódio aos homens. Nenhum ativista pelos direitos dos pais poderia sair ileso ao fazer estes tipos de declarações - qualquer homem que tivesse a audácia de dizer tais coisas sobre as mulheres automaticamente seria rotulado de “supremacista de gênero”.

Engana-se aquele que achar que elas não respondem pela maioria das feministas, ou que se tratam de apenas disparates ditos por algumas meras radicais.

Engana-se mais ainda quem achar que elas não são capazes de provocar nenhuma mudança nos costumes e na política da Civliização Ocidental. Elas já mudaram. Só você ainda não percebeu.

Feminazi

* Heterofobia, ódio aos homens, “todo homem é um estuprador em potencial”

“Quando uma mulher atinge orgasmo com um homem ela está apenas colaborando com o sistema patriarcal, erotizando sua própria opressão…”
Sheila Jeffrys professora feminista lésbica e ativista política

“Todos os homens são estupradores e é tudo o que eles são. Eles nos estupram com seus olhos, suas leis e seus códigos.”
Marilyn French (1929- ), novelista e feminista americana

“Sexo é a cruz em que as mulheres são crucificadas… sexo só pode ser adequadamente definido como estupro universal.”
Hodee Edwards, Estupro define Sexo

“Numa sociedade patriarcal, toda relação sexual heterossexual é estupro porque as mulheres, como um grupo, não são fortes o suficiente para consentir.”
Catherine MacKinnon em Professing Feminism: Cautionary Tales from the Strange World of Women’s Studies, p. 129

“Compare os relatos de vítimas de estupro com o de relatos de sexo das mulheres. Eles se parecem muito….A maior distinção entre coito (normal) e estupro (anormal) é que o normal acontece tão freqüentemente que alguém não pode fazer os outros enxergarem que há algo de errado nisso.”
Catherine MacKinnon, citada no livro de Christina Hoff Sommers, Hard-Line Feminists Guilty of Ms.-Representation, Wall Street Journal, November 7, 1991.

“Eu acredito que estupro exista a qualquer hora que intercurso sexual ocorra quando este não foi iniciado pela mulher, por sua própria e genuína afeição e desejo”.
De Robin Morgan, Teoria e prática: Pornografia e Estupro em Indo muito longe 1974.

“Coito heterosexual é a pura, formalizada expressão de desprezo pelo corpo das mulheres”
Andrea Dworkin, feminista americana famosa por sua oposição a pornografia.

“O fato é que o processo de matar - ambos estupro e assalto doméstico são passos neste processo - é o ato sexual primário dos homens na realidade e/ou na imaginação.”
Andrea Dworkin, Letters from a War Zone, p. 22..

“A descoberta dos homens que sua genitália poderia servir como arma pra gerar medo deve ser classificada como uma das descobertas mais importantes dos tempos pré-históricos, junto com o uso do fogo e o primeiro rudimentar maçado de pedra.”
Susan Brownmiller, Against Our Will: Men, Women, and Rape, p. 5..

“Nossa cultura retrata sexo como estupro para que homens e mulheres se tornem mais interessados nisso”.
Naomi Wolf, O mito da beleza, p. 138..

“Uma das razões que as mulheres são mantidas em um estado econômica de degradação - porque é assim que estão a maioria das mulheres - é porque isso é a melhor forma de manter as mulheres sexualmente disponíveis.”
Andrea Dworkin, Letters from a War Zone, p. 145..

“Todos os homens se beneficiam do estupro, porque todos os homens beneficiam-se do fato que as mulheres não são livres na sociedade; que as mulheres se encolhem;que as mulheres estão com medo; que as mulheres não podem fazer valer os direitos que nós temos, limitados que são, por causa da presença ubíqua do estupro”

“Homens que são acusados injustamente de estupro podem ás vezes ganhar com a experiência”
Catherine Comins, Universidade Vassar assistente de reitor da Student Life in Time, Junho 3, 1991, p. 52..

“Heterossexualidade é um costume obstinado na qual as instituições supremacistas masculinas asseguram sua própria perpetuação e controle sobre nós. As mulheres são conservadas, mantidas e contidas através do terror, violência e o spray de sêmen… [lesbianismo é] um meio ideológico, político e filosófico de liberação de todas as mulheres da tirania heterossexual…”
Cheryl Clarke, Lesbianismo, um ato de resistência, em This Bridge Called My Back: Writing by Radical Women of Color, ed. Cherrie Moraga (Women of Color Press,1983), pp.128-137.

* “Mulheres são superiores” e “homens devem ser varridos do mapa”

“Quem se importa como um homem se sente ou com o que eles fazem ou se eles sofrem? Eles tiveram 2000 anos para dominar e fizeram uma completa confusão disso. Agora é nossa vez. Meu único comentário para os homens é, se você não gostou, má sorte - e se você se meter no nosso caminho eu vou te botar pra correr.”
Signed: Liberated Women, Boronia. (Herald-Sun, Melbourne, Australia - 9 Fevereiro 1996)

“Superioridade nós sempre tivemos; tudo o que pedimos é equidade.”
Nancy Astor (1879-1964), política britânica se referindo as mulheres

“Uma mulher sem um homem é como um peixe sem uma bicicleta.”
Gloria Steinem (1934- ), escritora e feminista americana

“Nós somos, como um sexo, infinitamente superior aos homens…”
Elizabeth Stanton, Uma mulher, Um voto, Wheeler, p. 58

“A novas variações deste angustiante antigo tema central em hormônios e DNA: Homens são biologicamente agressivos; seus cérebros fetais foram inundados em andrógeno; seu DNA, de modo a se perpetuar, se atira em assassinato e estupro.”
Andrea Dworkin, Letters from a War Zone, p. 114..

HOMEM: … uma forma obsoleta de vida… um criatura vulgar que precisa ser vigiada… um bebê-homem contraditório…” “INTOXICAÇÃO POR TESTOSTERONA: … ‘Até agora era pensado que o nível de testosterona em um homem é normal simplesmente porque eles a têm. Mas se você considerar como seu comportamento é anormal, então você é levado a hipótese que quase todos os homens estão sofrendo de “intoxicação por testosterona.”
Tirado de Um Dicionário Feminista, ed. Kramarae and Treichler, Pandora Press, 1985

“As mulheres levam seu papel de cuidadoras muito a sério e quando elas ouvem que alguem tirou vantagem de uma criança, elas reagem mais fortemente do que os homens.”
Kathleen C. Faller, professoar de assistência social na Universidade de Michigan

“Eu acredito que as mulheres tem uma capacidade para entendimento e compaixão que um homem estruturalmente não tem, não tem porque ele não pode ter. Ele é simplesmente incapaz de ter”.
Ex-deputada americana Barbara Jordan

“Deus irá mudar. Nós mulheres… iremos mudar tanto o mundo que ele não terá mais espaço”
Naomi Goldenberg, Mudança de deuses: Feminismo e o fim das religiões tradicionais (Citado no começo de From Father God to Mother Earth)

“Em tudo que o homem constrói, eles cavam um lugar central pra morte, deixam seu cheiro detestável contaminar cada dimensão do qualquer coisa que ainda viva. Homens especialmente amam assassinato. Na arte eles celebram isso, e na vida eles o cometem. Eles abraçam o assassinato como se a vida sem isso fosse vazia de paixão, sentido, e ação, como se assassinato fosse consolo[…]”
Andrea Dworkin, Letters from a War Zone, p. 214

“Alguém pode saber tudo e ainda sim ser incapaz de aceitar o fato que sexo e assassinato estão fundidos na consciência do homem, sendo que então um destes sem a iminente possibilidade do outro é impensável e impossível.”
Andrea Dworkin, Letters from a War Zone, p. 21..

Quando perguntada: “Você [Greer] foi citada por dizer que sua idéia de um homem ideal é uma mulher com um pau. Você ainda está inclinada deste jeito?

Resposta da Doutora Greer (negando que tenha dito): “Eu tenho uma enorme dificuldade com a idéia de um homem ideal. Até onde eu sei, homens são produtos de um gene danificado. Eles fingem serem normais mas o que eles estão fazendo sentados lá com seus sorrisos benignos no rosto é que eles estão fabricando esperma. Eles fazem isso toda hora. Eles nunca param. Quero dizer, nós mulheres somos sensatas. Nós soltamos um folículo a cada 28 dias, ao passo que eles estão produzindo 400 milhões de espermas para cada ejaculação, na qual quase nenhum chega perto de um óvulo. Eu não sei se a ecoesfera pode tolerar isso.”
Germaine Greer, em almoço literário no Hilton Hotel, promovendo seu ivro The Change– Women, Aging and the Menopause. Tirado de uma notícia de jornal 14/11/91

“Conselheira da cidade de Melbourne Pat Poole anunciou sua oposição em renomear uma rua para Martin Luther King: “Eu me pergunto se ele realmente realizou coisas, ou ele apenas agitou as pessoas e causou um monte de motins.”

“Eu sinto que ‘ódio aos homens’ é um honorável e viável ato político, que os oprimidos tem o direito ao ódio contra a classe que a está oprimindo.”
Robin Morgan - ex-presidente da Organização Nacional das mulheres (NOW) e editora da MS magazine

“Eu acredito que (de uma forma ou outra) castração pode ser a solução. E a feminização da Europa e América branca já está bem avançada, vindo no acordar da guerra.”
Wyndham Lewis (1882-1957), novelista e pintora britânico The Art of Being Ruled.

* Ódio a família tradicional, busca da destruição da família e sua unidade, ódio ao casamento, desprezo pela maternidade e por crianças

“Nenhuma mulher deveria ser autorizada a ficar em casa e criar suas crianças… Mulheres não deveriam ter essa escolha, porque se houvesse tal escolha, mulheres demais iriam escolher aquela.”
Simone de Beauvoir, Saturday Review, June 14, 1975.

“Nós não podemos destruir as injustiças entre homens e mulheres até destruirmos o casamento”
Robin Morgan, de Sisterhood Is Powerful (ed), 1970, p. 537

“Feministas há muito tempo criticaram casamento como um lugar de opressão, perigo e escravidão pras mulheres”
Barbara Findlen, É o casamento a resposta? MS Magazine, Maio - Junho, 1995

“O cuidado das crianças… é infinitamente melhor deixado aos melhores profissionais de ambos os sexos que escolheram isso como vocação… [Isto] iria enfraquecer a estrutura familiar enquanto contribuiria para a liberação das mulheres.”
Kate Miller, Sexual Politics 178-179

“Casamento como uma instituição desenvolveu-se do estupro como uma prática. Estupro, originalmente definido como abdução, tornou-se casamento por captura. Casamento significava que a tomada seria extendida em tempo […]. Apenas quando a masculinidade estiver morta - e ela perecerá quando a feminilidade devastada não mais a sustentar”
Andrea Dworkin

“Como a unidade familiar será destruída?…A exigência por isso por si só irá jogar toda a ideologia da família em questão, de modo que as mulheres possam começar a estabelecer uma comunidade de trabalho uma com as outras e que possamos lugar coletivamente. As mulheres irá se sentir mais livres pra deixar seus maridos e se tornarão economicamente independentes, seja através de trabalho ou estado de bem estar-social”
Roxanne Dunbar em Female Liberation

“A primeira condição para a liberação da esposa é trazer o sexo feminino inteiro de volta a indústria pública, e por sua vez isto exige a abolição da família monogâmica como a unidade econômica da sociedade”
Frederick Engels, The Origins of the Family, Private Property and the State (1942) p.67

Alison Jagger escreve que a família nuclear é “o pilar da opressão das mulheres: ela aplica a dependência das mulheres pelos homens, heterossexualidade e impõe as estruturas masculinas e femininas de caráter na próxima geração.”
Feminist Politics and Human Nature

“A família nuclear deve ser destruída, e as pessoas devem encontrar melhores maneiras de viverem juntas… qualquer que seja seu derradeiro significado, a dissolução das famílias agora é um processo objetivamente revolucionário…. Nenhuma mulher deveria negar-se qualquer oportunidade por causa de suas obrigações especiais com suas crianças… Famílias serão finalmente destruídas apenas quando uma organização social e econômica revolucionária permitir que as necessidades das pessoas por amor e segurança sejam supridas de modos que não imponham divisões de trabalho, ou papéis externos, de jeito nenhum.”
Linda Gordon, Funções da Família, Mulheres: Um Jornal de Liberação, inverno, 1969

“As instituições culturais que encarnam e aplicam aquelas aberrações interligadas - por exemplo, leis, arte, religião, estados-nação, a família, tribo, ou comunas baseada em direito do pai - essas instituições são reais e elas devem ser destruídas.”
Andrea Dworkin

“Apenas com o crime ocasional que se torna célebre é que nos permitimos pensar o quase impensável: Que a família afinal pode não ser o arranjo ideal e perfeito afinal - Que Ela pode ser um ninho de patologia e um berço de violência macabra,… Mesmo na ostensiva “funcional,” família não violenta, onde ninguém é morto ou mutilado, sentimentos são rotineiramente machucados e freqüentemente retorcidos. Há o tapa ou rebaixamento que viola o inseguro sentido de ser da criança, o olhar frio, distraído que leva uma esposa ás lagrimas, as ironiazinhas e rivalidades”.
Barbara Ehrenreich na revista Time

“A família nuclear é um viveiro de violência e depravação”
Gordon Fitch

“Patriarcalismo requer violência ou a ameaça subliminar de violência de modo a se manter… A situação mais perigosa para uma mulher não é um homem desconhecido na rua ou mesmo o inimigo em tempos de Guerra, mas o marido ou amante no isolamento do seu lar.”
Gloria Steinem em Revolution from Within: A Book of Self-Esteem, pp. 259-61

“Sob o patriarcalismo, nenhuma mulher está segura para viver sua vida, ou para amar, ou para criar seus filhos. Sob o patriarcalismo, toda mulher é uma vítima, passado, presente, e futuro. Sob o patriarcalismo, toda filha de uma mulher é uma passado, presente, e futuro. Sob o patriarcalismo, todo filho de uma mulher é seu traidor em potencial e também um inevitável estuprador ou explorador de outra mulher.”
Andrea Dworkin, Liberty, p.58..

* Outras citações “dignas” de nota

“As mulheres sempre foram as principais vítimas da guerra. As mulheres perdem seus maridos, seus pais, seus filhos em combate”.
Hillary Clinton em uma conferência de violência doméstica em São Salvador, El Salvador em 17 nov. 1998

“95% das experiências das mulheres são sobre serem vítimas. Ou sobre serem oprimidas ou terem que sobreviver… as mulheres não foram ao Vietnã e explodiram coisas. Elas não são Rambo.”
Jodie Foster em The New York Times Magazine, January 6, 1991, p. 19..

***

[ Fontes: http://www.coeffic.demon.co.uk/things.htm http://deltabravo.net/custody/quotes.php ]
[ Créditos da tradução e organização desta coletânea: Sílvio Koerich. ]

[ postado às 23:08:19 ] - [ comente isto ]

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Mário Ferreira dos Santos nos dá a letra

“Evita as longas discussões, sobretudo com pessoas dispersas, que juntam argumentos sobre argumentos, sem ordem e sem disciplina, misturando juízos apenas de gosto com algumas pseudo-idéias mal-formadas e mal-assimiladas. Evita essas discussões que não são em nada benéficas. Se não for possível conduzir o colóquio com alguém em boa ordem, segundo boa lógica, cuidadosa e organizada, é preferível que te cales. Sempre sê disciplinado no trabalho mental. Essa é a regra importante, e nunca ceder às vagabundagens do pensamento em conversas diluídas, dispersas, em que se fala de tudo e não se fala de nada.”

(Mário Ferreira dos Santos - “Curso de integração pessoal” / Capítulo “Exercícios espirituais”)

[ postado às 18:06:40 ] - [ comente isto ]

Sábado, 7 de Março de 2009
Uma prova lógica de que a defesa do aborto é irracional

Objeção do defensor “pró-escolha”:

Mas nem no caso de [um estupro de uma menina de 9 anos pelo padrasto][*][**] você acha que o aborto poderia ser realizado?

Réplica do defensor da Vida:

Nem mesmo neste caso. E por mais triste e miserável que seja o exemplo que você venha me dar, e considerando: A) Os mais de dois mil anos de tempo em gerações e; B) A condição de miséria que a humanidade enfrentava séculos atrás; é corretíssimo afirmar que uma ancestral minha tenha passado por uma condição de tristeza e miséria EQUIVALENTE, IGUAL ou PIOR do que esta. É corretíssimo afirmar o mesmo para uma ancestral SUA.

Portanto, se usássemos esse seu critério de decisão para o assassinato ou não de Vidas de seres humanos inocentes e indefesos, um descendente dela não teria nascido, e não teria dado origem à descendência que chegou até a mim. Nós não estaríamos aqui e agora tendo esta conversa. Em outras palavras, EU NÃO TERIA EXISTIDO. E EXATAMENTE O MESMO VALE PARA VOCÊ.

É por isso que eu defendo a Vida — a minha, a de todos, até mesmo a SUA — indo contra o aborto EM QUALQUER CONDIÇÃO. É por isso que você deveria fazer exatamente o MESMO.

Isso também prova que quem dá valor à própria Vida DEVE ser contrário ao aborto, mesmo que seja o dos outros. Ou esta pessoa é coerente defendendo a Vida, ou ela estará numa terrível contradição consigo própria. Não existe meio-termo. Em outras palavras, ela estará abrindo mão da sua faculdade da Razão. Ela estará sendo irracional. Ela estará escolhendo agir como um estúpido, quando evidentemente está propondo a possibilidadade da sua própria inexistência enquanto necessariamente está preferindo o contrário.

Logo: É irracional defender a “interrupção voluntária de gravidez”; É irracional defender o aborto; Qualquer que seja a nomenclatura espertinha que venham a dar a isso, é irracional defender o assassinato de um ser humano em gestação, em qualquer condição.

[*] Entre [colchetes] e marcado em amarelo, substitua por qualquer exemplo que o indivíduo “pró-escolha” venha a dar, por pior que seja. Pode ter certeza que será sempre um exemplo trágico, engenhosamente calculado para tentar lhe persuadir através da emoção. É um expediente dos mais desonestos, já que no fundo todos sabem que a propaganda abortista têm a intenção de liberar o aborto para qualquer situação.

[**] Já que eu usei um exemplo bastante atual, aqui, aqui e aqui vão alguns casos registrados de gravidezes precoces bem sucedidas, eliminando a hipótese de que seja uma gravidez FATAL, embora de certo risco.

[ postado às 19:03:12 ] - [ comente isto ]

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
O grande mito da superioridade em segurança nos sistemas não-Microsoft

Baboo: IBM: MacOS e Linux são mais vulneráveis que o Windows

A X-Force, que acompanha as vulnerabilidades de acordo com cada plataforma, disponibilizou um relatório hospedado pela IBM com os sistemas operacionais mais vulneráveis. A tabela abaixo mostra os sistemas operacionais com o maior número de vulnerabilidades documentadas em 2008.

Os 10 sistemas mais vulneráveis são responsáveis por 75% das vulnerabilidades documentadas que afetam especificamente os sistemas operacionais.

Top OS vulnerabilities 2008i

Comentário: mais alguns “pregos nos caixões” dos mitos criados por fanboys freetardados e dos auto-intitulados “macmaníacos”.

[ postado às 02:02:27 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Vale o preço?

O preço da desintegração do casamento tradicional

Por Ann Coulter

Conforme descrevi em meu novo livro, “Guilty: Liberal ‘Victims’ and Their Assault on America” [Culpados: As ‘Vítimas’ Liberais e Sua Agressão aos EUA], mesmo levando-se em consideração a condição socioeconômica, raça e lugar de residência, o fator que prediz se alguém terminará na prisão é se ele foi criado por uma mãe solteira.

Até 1996, 70 por cento dos presos nos centros de detenção juvenis estatais cumprindo sentenças de longo prazo haviam sido criados por mães solteiras. Setenta por cento dos nascimentos entre adolescentes, evasão escolar, suicídios, fuga de casa, delinqüência juvenil e assassinatos de crianças envolvem filhos criados por mães solteiras. Meninas criadas sem pais são mais sexualmente promíscuas e têm mais probabilidade de acabar se divorciando.

Um estudo de 1990 do Instituto de Políticas Progressistas, de linha esquerdista, mostrou que, depois de avaliar o fator das mães solteiras, desaparecia a diferença criminal entre brancos e negros.

Vários estudos apresentam números levemente diferentes, mas todos os cálculos são alarmantes. Um estudo citado na revista ultra-esquerdista Village Voice revelou que crianças criadas em lares de mães solteiras “têm probabilidade cinco vezes maior de cometer suicídio, nove vezes maior de abandonar o colégio, 10 vezes maior de usar drogas, 14 vezes maior de cometer estupro (para os meninos), 20 vezes maior de acabar na prisão e 32 vezes maior de fugir de casa”.

Com mais crianças nascendo, fugindo de casa, abandonando o colégio e cometendo assassinatos anualmente, estamos analisando um problema que não pára de aumentar. Mas, por mais que calculemos os números, a situação das mães solteiras é uma bomba nuclear na sociedade.

Muitos desses estudos, por exemplo, são da década de 1990, quando a percentagem de adolescentes criados por mães solteiras era mais baixa do que é hoje. Em 1990, 28 por cento das crianças abaixo de 18 anos estavam sendo criadas em lares onde havia só a mãe ou só o pai, quer divorciados ou nunca casados. Já em 2005, mais de um terço de todos os bebês nascidos nos EUA eram ilegítimos.

Isso representa imensos problemas sociais que ainda vão explodir com o tempo.

Mesmo assim, os liberais adoram a desintegração do casamento tradicional e a situação das mães não casadas ou divorciadas.

Texto traduzido, adaptado e editado por Julio Severo.

Fonte: World Net Daily

[ postado às 00:01:59 ] - [ comente isto ]

Sábado, 3 de Janeiro de 2009
O discurso d’A Megera Domada

[…]
KATHARINA

Fie, fie! unknit that threatening unkind brow,
And dart not scornful glances from those eyes,
To wound thy lord, thy king, thy governor:
It blots thy beauty as frosts do bite the meads,
Confounds thy fame as whirlwinds shake fair buds,
And in no sense is meet or amiable.
A woman moved is like a fountain troubled,
Muddy, ill-seeming, thick, bereft of beauty;
And while it is so, none so dry or thirsty
Will deign to sip or touch one drop of it.
Thy husband is thy lord, thy life, thy keeper,
Thy head, thy sovereign; one that cares for thee,
And for thy maintenance commits his body
To painful labour both by sea and land,
To watch the night in storms, the day in cold,
Whilst thou liest warm at home, secure and safe;
And craves no other tribute at thy hands
But love, fair looks and true obedience;
Too little payment for so great a debt.
Such duty as the subject owes the prince
Even such a woman oweth to her husband;
And when she is froward, peevish, sullen, sour,
And not obedient to his honest will,
What is she but a foul contending rebel
And graceless traitor to her loving lord?
I am ashamed that women are so simple
To offer war where they should kneel for peace;
Or seek for rule, supremacy and sway,
When they are bound to serve, love and obey.
Why are our bodies soft and weak and smooth,
Unapt to toil and trouble in the world,
But that our soft conditions and our hearts
Should well agree with our external parts?
Come, come, you froward and unable worms!
My mind hath been as big as one of yours,
My heart as great, my reason haply more,
To bandy word for word and frown for frown;
But now I see our lances are but straws,
Our strength as weak, our weakness past compare,
That seeming to be most which we indeed least are.
Then vail your stomachs, for it is no boot,
And place your hands below your husband’s foot:
In token of which duty, if he please,
My hand is ready; may it do him ease.[…][*]

(SHAKESPEARE, William; Excerto de The Taming of the Shrew)

A megera domada
“The Taming of the Shrew”, Augustus Egg

[*][…]CATARINA: Tem vergonha! Desfaz essa expressão ameaçadora e não lança olhares desdenhosos para ferir teu senhor, teu rei, teu soberano. Isso corrói tua beleza, como a geada queima o verde prado, destrói tua reputação como o redemoinho os botões em flor; e não é nem sensato nem gracioso. A mulher irritada é uma fonte turva, enlameada, desagradável de aspecto, ausente de beleza. E enquanto está assim não há ninguém, por mais seco e sedento, que toque os lábios nela, que lhe beba uma gota. O marido é teu senhor, tua vida, teu protetor, teu chefe, e soberano. É quem cuida de ti, e, para manter-te, submete seu corpo a trabalho penoso seja em terra ou no mar. Sofrendo a tempestade à noite, de dia o frio, enquanto dormes no teu leito morno, salva e segura, segura e salva. E não exige de ti outro tributo senão amor, beleza, sincera obediência. Pagamento reduzido demais para tão grande esforço. O mesmo dever que prende o servo ao soberano prende, ao marido, a mulher. E quando ela é teimosa, impertinente, azeda, desabrida, não obedecendo às suas ordens justas, que é então senão rebelde, infame, uma traidora que não merece as graças de seu amo e amante? Tenho vergonha de ver mulheres tão ingênuas que pensam em fazer guerra quando deviam ajoelhar e pedir paz. Ou procurando poder, supremacia e força quando deviam amar, servir, obedecer. Por que razão o nosso corpo é liso, macio, delicado, não preparado para a fadiga e a confusão do mundo, senão para que o nosso coração e o nosso espírito tenham delicadeza igual ao exterior? Vamos, vamos, vermes teimosos e impotentes. Também já tive um gênio tão difícil, um coração pior. E mais razão, talvez, pra revidar palavra por palavra, ofensa por ofensa. Vejo agora, porém, que nossas lanças são de palha. Nossa força é fraqueza, nossa fraqueza, sem remédio. E quanto mais queremos ser, menos nós somos. Assim, compreendido o inútil desse orgulho, devemos colocar as mãos, humildemente, sob os pés do senhor. Para esse dever, quando meu esposo quiser, a minha mão está pronta.[…]

(SHAKESPEARE, William; Excerto de A Megera Domada; Tradução de Millôr Fernandes)

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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
“A malícia nada pode contra a sabedoria”

Sobre o medo de ser flagrado lendo Olavo de Carvalho

por Ronald Robson
Fantasia Exata, 26 de dezembro de 2008

Se há uma coisa especialmente idiota a acometer muitos dos leitores, ex-leitores, alunos ou ex-alunos de Olavo de Carvalho, é isto: desprezá-lo apenas para posar de diferente. Isso possui um segundo motivo, até compreensível, que comento logo à frente. Mas, de imediato, a causa de tal rejeição parte da sensação de que toda e qualquer pessoa jovem minimamente inteligente a existir hoje, no Brasil, não passa um dia sequer sem ler Olavo de Carvalho. E, ora, você não quer ser só inteligente: você quer ser o mais inteligente. Até aí, não há o que condenar. Obstrução canalha a essa aspiração, todavia, é este meio escolhido para realizá-la: já que todo mundo está lendo Olavo, eu preciso rapidamente digerir tudo o que ele ensinou, começar a ler uns autores nunca citados por ele, e - cereja do bolo - dizer que “Olavo já deu sua contribuição à cultura brasileira, já passou, agora eu e meus amigos é que vamos fazer e acontecer”. É batata: entro em blogs de conservadores e liberais e percebo uma espécie de pacto de silêncio em torno a Olavo após terem chupado seu olho até mais não poder e, sobretudo, até mais não compreender. Isso é de um receio pueril: medo de se tornar caricato, de ter impresso em sua testa a marca dos “novos iguais”. Medo, por exemplo, de criar um perfil no Orkut e entrar em cascata naquelas comunidades correlatas tão ao gosto new conservative brasileiro: Olavo de Carvalho, Mário Ferreira dos Santos, Gustavo Corção, Bruno Tolentino, Otto Maria Carpeaux, José Osvaldo de Meira Penna, José Guilherme Merquior, Ortega y Gasset, Eric Voegelin, René Girard…

Esse modo de querer fazer-se visto é parte de algo que só vejo ser abordado, e parcialmente, por Pedro Sette Câmara. Mais de uma vez, já disse ele que a disputa entre conservadores e comunistas no Brasil é, mais que uma disputa honesta, um duelo de imagens: e o fato de o time dos conservadores - como alguém já disse - não lotar nem uma kombi é mais um fator a tornar nossos direitistas uns seres histrionicamente empenhados em empinar o nariz e se considerarem infinitamente acima dessa coisa que chamamos, com humildade e aquiescência ao que Deus nos consagrou, “consciência humana”. Aliás, naquela aula estranhíssima - de tão equivocada - do Massimo Borghesi que está na Dicta & Contradicta nº 2, há, todavia, uma síntese brilhante do que resultou do desbunde da geração 68 e da french theory (como chamam os americanos) que a acompanhou: o revolucionário pariu o burguês em estado puro. Pois bem. De forma similar, porém invertida, o Brasil passa - talvez eu esteja delirando, vendo coisas, mas vejamos - por um troço mais bisonho ainda: o novo direitista brasileiro age de forma mais à esquerda que as nossas mais jurássicas esquerdas. Nossos direitistas se idiotizaram antes mesmo de ter nascido por aqui alguma direita. Ou dito de outra forma: o direitista brasileiro mal viu a luz e já se pariu à imagem e semelhança do revolucionário em estado puro.

Há algumas características, principalmente na linha mais highbrow, que fazem com que jovens intelectuais conciliem a defenestração de Olavo a uma mentalidade de gueto iluminado cuja postura, diante dos problemas da ordem do dia, é em tudo igual à presunção de tipo gnóstico que ampara a estrutura cognitiva do revolucionário. Há várias, mas, para não tornar este post mais extenso do que já está, citarei uma apenas: a anglofilia. Algo como querer ser um inglesinho chique só para zombar desse pessoal breguérrimo que lê o brega do Olavo - algo como querer levar a sério o personagem que Alexandre Soares Silva criou para si. Porque, de fato, Olavo de Carvalho não é chique e nem se esforça para ser. E ora: além de ter de ser educado por alguém que todos os meus “pares” estão lendo, ainda terei de agüentar a breguice desse meu professor? Enfim: também já é cool ser um conservador elegante e chique. O que penso disso? Nada. Nem ligo. Eu mesmo sou só um subdesenvolvido falando mal do subdesenvolvimento, como me descreveria Nelson Rodrigues.

E aqui chegamos ao segundo motivo, mais plausível e referido no início deste post, para a renegação de Olavo de Carvalho: muita gente em débito com ele agora dá uma de gostoso porque uns 70% de seus leitores são uns seres nauseabundamente chatos. Mais uma vez, direita e esquerda batem as ancas: politizaram todos os seus interesses. É, por sinal, uma gama de leitores que não vai além dos artigos de jornal do Olavo e que se interessa infinitamente mais por política que por cultura. É uma gente que não dá muita bola à astrocaracteriologia, à teoria dos quatro discursos, à metafísica cuja ontologia toma as posições de sujeito e objeto como abstrações e não dados da realidade, à paralaxe cognitiva, à descrição dos mecanismos cognitivos próprios à mentalidade revolucionária, à dinâmica do Império no mundo ocidental - e demais contribuições originais do Olavo (sem falar nos empreendimentos editoriais). Só querem saber de PT, Obama, FARC e vocês sabem todo o resto. De minha parte, acho bastante nobre a postura de quem se encarrega disso: porque eu simplesmente não tenho saco. Minha paciência é dedicada a temas e estudos que não me permitem me inteirar tanto quanto eu gostaria a respeito desses assuntos “da ordem do dia”. Mas sempre acompanho. Só não faço deles os meus segundos, terceiros ou sequer quartos interesses - pois são os últimos. E, retornando ao que eu queria dizer - não é possível julgar um autor pelos seus maus leitores. Mas é isso que se tem feito com Olavo.

Em resumo, eis o fato que tanto incomoda a muitos: a centralidade de Olavo de Carvalho no que se salvar da atual cultura brasileira. Sua obra transformou os debates intelectuais minimamente honestos do Brasil em um jogo de cartas marcadas. Uma hora, um irá brandir seu Voegelin na cara do adversário. Noutro momento, o segundo surpreenderá com uma citação de Rosenstock-Huessy. Quando o debate se aproximar do ápice, um dos contendores dirá que o outro está tomando o verossímil por provável, em uma alusão à teoria dos quatro discursos. E assim por diante.

Mas, afinal, o que fazer quanto a isso? Eu, como sempre (dizem meus inimigos), tenho uma solução: não fazer nada, apenas continuar estudando. Naturalmente, os meus e os seus estudos deverão se encaminhar para onde nossas alma, seriedade e dedicação indicarem. Pois, a propósito, qual o problema em passar dois, três, cinco ou dez anos digerindo um autor? Que mal haveria, sei lá, em ler Mário Ferreira dos Santos durante a vida toda? Isso é de uma canalhice que me deixa crispado de ódio - a canalhice de “colecionar” autores “diferentes” a fim de tornar mais evidente a sua pinta de “intelectual”, como se leituras rápidas e dispersas produzissem algo mais que cansaço mental.

*

Outro dia, em tom de pilhéria, um amigo me disse que Olavo de Carvalho salvou minha vida intelectual - ou mesmo minha vida. Que, se um dia eu não tivesse aberto O Jardim das Aflições, continuaria lendo Hakim Bay e Guy Debord e me lambuzando no ódio de minha impotência. Eu apenas disse que sim, é verdade, e com uma gratidão sincera. Pois é por essas e outras que não tenho vergonha de ser leitor de Olavo de Carvalho. Não quero ser diferente às suas custas.

*

(Alguém poderá perguntar se não tenho nenhuma objeção a fazer a nada do que Olavo escreveu. É claro que tenho, assim como a qualquer outro autor. Mas não darei isso a público por um motivo evidente: não passo de um moleque de 20 anos. Se com o tempo, estudo e reflexão tais objeções continuarem a me parecer procedentes, cessarei de compartilhá-las em conversas privadas e divulgá-las-ei, pelo menos, em blog. Isso, claro, se alguém além de meus amigos se interessar pelo que tenho a dizer.)

[ postado às 23:12:38 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Trailer oficial de Watchmen, o filme (HD)



[ clique aqui se não ver o vídeo acima, ou se quiser ver maior ]

“A novela gráfica mais celebrada de todos os tempos.” Watchmen estréia no Brasil dia 9 de março de 2009. Para maiores informações, acompanhe o especial do Omelete sobre o filme.

[ postado às 00:11:45 ] - [ comente isto ]

Domingo, 9 de Novembro de 2008
O essencial Ludwig von Mises

Ludwig von MisesDurante um de seus seminários, um estudante perguntou ao Professor Mises, “Por que não são todos os empresários que são a favor do capitalismo?”. “Essa pergunta”, Mises respondeu, “é inerentemente marxista.” A resposta de Mises chocou-me à época. Demorou algum tempo para que eu pudesse entender o que ele quis dizer. O autor da pergunta presumiu, assim como Karl Marx, que empresários eram um grupo que tinha um interesse especial - ou um interesse de “classe” - no capitalismo, interesse esse que outras pessoas não tinham.

“O capitalismo”, prosseguiu Mises, “beneficia a todos: não apenas os consumidores, mas as massas em geral. Ele não beneficia apenas os homens de negócios. Na realidade, no sistema capitalista alguns homens de negócios sofrem prejuízos. A posição de um empresário no mercado nunca está garantida; a porta sempre está aberta para concorrentes que podem desafiar sua posição e, assim, privá-lo de lucros. No entanto, é exatamente essa concorrência sob o capitalismo que garante aos consumidores que os empresários farão seu melhor para fornecer a eles, os consumidores, os bens e serviços que querem.”

Em vários de seus artigos, Mises sempre deixou claro, repetidas vezes, que não é um apologista de empresas e empresários. Ele está interessado é em determinar o sistema econômico que mais aprimora o bem-estar dos indivíduos e as condições de vida das massas. E esse sistema econômico é a liberdade econômica sob o capitalismo. Somente em um ambiente de liberdade econômica, dizia Mises, mais bens e serviços serão produzidos. Somente sob o capitalismo é que os salários sobem e o padrão de vida das massas melhora progressivamente. A razão? Os consumidores são soberanos no livre mercado capitalista. Eles estão em posição de deixar os empresários saberem o que eles querem com mais urgência, recompensando com lucros aqueles que satisfazem seus desejos e impondo prejuízos - isto é, retirando riqueza - àqueles que fracassam. É esse sistema de recompensas e penalidades que guia a produção e que garante que mais dos bens e serviços que os consumidores querem serão produzidos, elevando assim os salários dos trabalhadores e o padrão de vida de todos.

O mercado é a conseqüência da cooperação social pacífica e da liberdade econômica. E é o mercado que torna possível a liberdade, a justiça, a moralidade, a inovação e a harmonia social. Como escreveu Mises:

“Um homem só tem liberdade enquanto puder moldar sua vida de acordo com seus planos”, e
“A moralidade só faz sentido quando dirigida para indivíduos que são agentes livres.”

Bettina Bien Greaves

Continue a ler Os fundamentos econômicos da liberdade, de Ludwig von Mises. [OBRIGATÓRIO! ;) ].

[ postado às 23:11:00 ] - [ comente isto ]

Fatos sobre o ateísmo que a revista Superinteressante ignora (parte 5)

[ originalmente postado no blog Darwinismo ]

Ateus Mais Propensos à Superstição Que Cristãos

Logan Gage escreveu um artigo intitulado “Which Secular Superstition do you Believe?” (”Qual das Superstições Seculares Tu Acreditas”). Nesse artigo Gage questiona:

…[Quem] é mais propenso a acreditar em superstições imaginativas nos dias correntes, o religioso ou o secular?

A resposta, segundo Gage, é desambigua:

(…) Rodney Stark, um respeitado estudioso da “Institute for Studies of Religion” (Universidade de Baylor), publicou um estudo com o nome de “What Americans Really Believe.”
A equipa de Stark comissionou a Organização Gallup para esta questionar os americanos em assuntos relacionados com religião (…) A Gallup fez perguntas relativas a crenças como o “Big Foot” e o “Monstro do Loch Ness”, Atlantis, casas assombradas e astrologia. Os pesquisadores de Baylor trabalharam os resultados em união, produzindo um index em relação à crença no paranormal.
Mollie Ziegler Hemingway reportou os resultados no The Wall Street Journal:
“Enquanto que 31% das pessoas que nunca vão a casas de oração demonstraram crença nestas coisas [”Big Foot”, “Monstro do Loch Ness”, Atlantis, casas assombradas e astrologia, etc] apenas 8% das pessoas que frequentam casas de oração mais do que uma vez por semana acreditam nessas coisas (…) De facto, quanto mais tradicional e evangélico fosse o inquirido menos susceptível ele era de acreditar, por exemplo, na possibilidade de comunicar com os mortos.”.

A visão judaico-cristã do universo como sendo uma emanação de Uma Mente Racional é o fundamento da ciência moderna. A ideologia ateísta, que nega propósito racional ou design na natureza, não produz nada para o avanço da ciência.

Gage nota ainda:

Presentemente, muitos historiadores não-religiosos comprendem que, longe de perpetuar superstições antigas, a tradição judaico-cristã constituiu uma quebra com o pensamento pagão. Esta tradição postulou Uma Única Mente Racional[Deus] por trás do universo, em vez de atribuir a origem do universo a uma miríade de espíritos irracionais . Esta mudança foi crucial para o surgimento da ciência actual.
Não é por acaso que a ciência experimental surgiu no Ocidente, onde a ideia da inteligibilidade da natureza ganhou raízes, uma vez que faz sentido procurarem-se leis ordenadas na natureza se o Universo é o resultado de Um Criador Racional…
Embora as conclusões dos pesquisadores de Baylor possam paracer contraintuitivas, talvez elas não devessem ser. A partir do momento em que perdermos a fé na inteligibilidade racional do universo, o que é que nos dissuade de acreditar nas últimas “descobertas” da OVNI-logia?

Não deixa de ser irónico que, apesar das pretenções de “cepticismo”, os ateus são mais propensos que os crentes tradicionais a acreditar em proposições pseudo-científicas do tipo OVNI, Bigfoot, o “Monstro” de Loch Ness, espiritismo, Atlantis e astrologia. Quatro vezes mais propensos, para ser mais exacto (31% vs. 8%).

Isto não deveria ser surpresa. Quase todos os ateus acreditam que o código genético e a nanotecnologia presente nas células surgiram como resultado de variações aleatórias e selecção natural.

Quando comparada com a crença de que a vida surgiu por acaso e por tautologia, a crença no “Bigfoot” e na astrologia assumem-se como altamente plausíveis.

Gage conclui da seguinte forma:

A questão existencial com a qual a ciência se depara hoje é se ela pode sobreviver um clima intelectual dominado pela superstição materialista.

[ postado às 16:11:50 ] - [ comente isto ]

Sábado, 8 de Novembro de 2008
Rei Nada @ Twitter

Finalmente encontrando uma função útil à ferramenta, inaugurei recentemente um Twitter! Tenho postado muita coisa por lá. Vou colar aqui o que escrevi nas primeiras mensagens:

Prioridade #1 deste meu twitter: “clipping” de artigos que ando recomendando a amigos.
Prioridade #2 deste meu twitter: extravasar egolatrias que não tem mais espaço no blog Rei Nada.

É isso aí. Digamos que 90% do que postarei lá serão os links do que ando lendo (e talvez ouvindo ou visualizando), para disseminar conteúdos que considero relevantes às pessoas interessadas. O resto são exibições pessoais sobre cinema, música, artes em geral e comentários rápidos que não mereceriam todo um postal no Rei Nada.

O Twitter pode ser acompanhado de duas formas. Uma é sendo associado à ele (você teria um Twitter, também, não necessariamente sendo utilizado), e adicionando o Rei Nada como se fosse uma espécie de “Orkut de micro-blogs”. Neste caso o acompanhamento ocorre com o acesso à sua home page. Outra forma é acessando diretamente o endereço, como se fosse um blog como outro qualquer.

Quem se interessa pelos mesmos assuntos que eu e quiser também me indicar artigos, faço o convite para construir um Twitter e me adicionar. Essa ferramenta me parece sensacional para esse tipo de troca.

Twitter Rei Nada: http://twitter.com/reinada

[ postado às 15:11:24 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
A essência do subjetivismo relativista

“[…] Subjetivismo é introduzir a liberdade da inteligência, quando pelo contrário, sua nobreza consiste em se submeter a seu objeto, consiste na acomodação ou conformidade do pensamento com o objeto conhecido. A inteligência funciona como uma câmara fotográfica, deve reproduzir exatamente as características perceptíveis do real. Sua perfeição está na fidelidade ao real. Por este motivo a verdade se define como a adequação da inteligência com a coisa. A verdade é esta qualidade do pensamento, de estar de acordo com a coisa, com o que ela é. Não é a inteligência que cria as coisas, mas as coisas que se impõem à inteligência como são. Como conseqüência a verdade de uma afirmação, depende do que ela é, é algo de objetivo; e aquele que procura a verdade deve renunciar a si, renunciar a uma composição de seu espírito, renunciar a inventar uma verdade.

Pelo contrário, no subjetivismo, é a razão que constrói a verdade: deparamos com a submissão do objeto ao sujeito! Este passa a ser o centro de todas as coisas. Elas não são mais o que são, mas o que se pensa. O homem passa a dispor da verdade conforme sua vontade: este erro se chamará “idealismo” em se aspecto filosófico, e “liberalismo” em seu aspecto moral, políticio e religioso. Como conseqüência a verdade será diferente conforme os indivíduos e os grupos sociais. A verdade é necessariamente compartilhada, ninguém pode pretender tê-la exclusivamente em sua integridade; ela se faz e se procura sem descanso. […]”

(LEFEBVRE, Mons. Marcel; Do Liberalismo à apostasia: A tragédia conciliar; Excerto do capítulo 2: “A ordem natural e o liberalismo”)

[ postado às 12:10:06 ] - [ comente isto ]


rei nada ::: um weblog editado por Marcos Ludwig.

[ a cópia do conteúdo apresentado é permitida. a citação da fonte é arbitrária, embora seja considerada um ato ético e de boa educação. ;-) ]

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"Os amigos se dizem sinceros; os inimigos o são." (Schopenhauer)